RAINHA DO CÉU
V./ Rainha dos céus, alegrai-vos. Aleluia!
R./ Porque Aquele que merecestes trazer em vosso seio, Aleluia!
V./ Ressuscitou como disse. Aleluia!
R./ Rogai por nós a Deus. Aleluia!
V./ Alegrai-vos e exultai, ó Virgem Maria. Aleluia!
R./ Porque o Senhor ressuscitou, verdadeiramente. Aleluia!
V/. Oremos: Senhor, que enchestes o mundo de alegria pela ressurreição de Vosso Filho nosso Senhor Jesus Cristo, fazei que, pela intercessão da Virgem Maria, Sua Mãe, alcancemos as alegrias da vida eterna. Por Cristo Senhor. Amém!
V/. Glória ao Pai e ao {Filho e ao Espírito Santo
R/. Como era no princípio, agora e sempre. Amém! (3X)
INVOCAÇÃO AO DIVINO ESPÍRITO SANTO
Vinde Espírito Santo enchei os corações dos vossos fiéis e acendei neles o fogo do vosso Amor.
Enviai Senhor o vosso Espírito e tudo será criado e renovareis a face da terra.
Oremos:
Ó Deus, que instruístes os corações dos vossos fiéis, com a luz do Espírito Santo, fazei que apreciemos retamente todas as coisas segundo o mesmo Espírito e gozemos sempre da sua consolação.Por Cristo Senhor Nosso. Amém.
LITURGIA DA PALAVRA
PRIMEIRA LEITURA
Actos 6, 8-15
«Não eram capazes de resistir à sabedoria e ao Espírito Santo com que ele falava»
Leitura dos Actos dos Apóstolos
Naqueles dias, Estêvão, cheio de graça e fortaleza, fazia grandes prodígios e milagres entre o povo. Entretanto, alguns membros da sinagoga chamada dos Libertos, oriundos de Cirene, de Alexandria, da Cilícia e da Ásia, vieram discutir com Estêvão, mas não eram capazes de resistir à sabedoria e ao Espírito Santo com que ele falava. Subornaram então uns homens para afirmarem: «Ouvimos Estêvão proferir blasfémias contra Moisés e contra Deus». Provocaram assim a ira do povo, dos anciãos e dos escribas. Depois surgiram inesperadamente à sua frente, apoderaram-se dele e levaram-no ao Sinédrio, apresentando falsas testemunhas, que disseram: «Este homem não cessa de proferir palavras contra este Lugar Santo e contra a Lei, pois ouvimo-l’O dizer que Jesus, o Nazareno, destruirá este lugar e mudará os costumes que recebemos de Moisés». Todos os membros do Sinédrio tinham os olhos fixos nele e viram que o seu rosto parecia o rosto de um Anjo.
Palavra do Senhor.
SALMO RESPONSORIAL
Salmo 118 (119), 23-24.26-27.29-30 (R. 1b)
Refrão: Ditosos os que seguem a lei do Senhor. Repete-se
Ainda que os príncipes conspirem contra mim,
o vosso servo meditará os vossos decretos.
As vossas ordens são as minhas delícias
e os vossos decretos meus conselheiros. Refrão
Expus meus caminhos e destes-me ouvidos:
ensinai-me os vossos decretos.
Fazei-me compreender o caminho dos vossos preceitos
para meditar nas vossas maravilhas. Refrão
Afastai-me do caminho da mentira
e dai-me a graça da vossa lei.
Escolhi o caminho da verdade
e decidi-me pelos vossos juízos. Refrão
ACLAMAÇÃO AO EVANGELHO
Mt 4, 4b
Refrão: Aleluia Repete-se
Nem só de pão vive o homem,
mas de toda a palavra que sai da boca de Deus. Refrão
EVANGELHO
Jo 6, 22-29
«Trabalhai, não tanto pela comida que se perde, mas pelo alimento que dura até à vida eterna»
Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São João
Depois de Jesus ter saciado os cinco mil homens, os seus discípulos viram-n’O a caminhar sobre as águas. No dia seguinte, a multidão que permanecera no outro lado do mar notou que ali só estivera um barco e que Jesus não tinha embarcado com os discípulos; estes tinham partido sozinhos. Entretanto, chegaram outros barcos de Tiberíades, perto do lugar onde eles tinham comido o pão, depois de o Senhor ter dado graças. Quando a multidão viu que nem Jesus nem os seus discípulos estavam ali, subiram todos para os barcos e foram para Cafarnaum, à procura de Jesus. Ao encontrá-l’O no outro lado do mar, disseram-Lhe: «Mestre, quando chegaste aqui?» Jesus respondeu-lhes: «Em verdade, em verdade vos digo: vós procurais-Me, não porque vistes milagres, mas porque comestes em dos pães e ficastes saciados. Trabalhai, não tanto pela comida que se perde, mas pelo alimento que dura até à vida eterna e que o Filho do homem vos dará. A Ele é que o Pai, o próprio Deus, marcou com o seu selo». Disseram-Lhe então: «Que devemos nós fazer para praticar as obras de Deus?» Respondeu-lhes Jesus: «A obra de Deus consiste em acreditar n’Aquele que Ele enviou».
Palavra da salvação.
REFLEXÃO
Do Comentário de São Beda Venerável, presbítero, sobre a Primeira Epístola de S. Pedro
(Cap. 2: PL 93, 50-51) (Sec. VIII)
Geração escolhida, sacerdócio real
Vós sois geração escolhida, sacerdócio real. Este elogio, dado outrora por Moisés ao povo antigo de Deus, aplica-o agora o apóstolo Pedro, e com razão, aos gentios, porque acreditaram em Cristo, o qual, como pedra angular, reuniu todos os povos na mesma salvação que Israel tinha tido para si.
Chama-os geração escolhida, por causa da sua fé, para os distinguir daqueles que, rejeitando a pedra viva, acabaram por serem eles mesmos rejeitados.
Chama-os também sacerdócio real, porque se encontram unidos ao Corpo d’Aquele que é o supremo rei e verdadeiro sacerdote; como rei, torna-os participantes do seu reino e, como pontífice, purifica-os dos pecados pelo sacrifício do seu Sangue. Chama-os sacerdócio real, para que se lembrem de esperar o reino eterno e de oferecer continuamente a Deus o sacrifício de uma conduta irrepreensível.
São chamados também nação santa e povo resgatado, em conformidade com o que diz o apóstolo Paulo, ao comentar uma passagem do Profeta: O meu justo vive pela fé; mas se dela se afastar, não agradará à minha alma. Nós, porém, não somos dos que se afastam da fé para sua perdição, mas dos que a conservam para salvar a alma. E nos Actos dos Apóstolos: O Espírito Santo vos constituiu bispos, para regerdes a Igreja do Senhor, que Ele adquiriu com o seu Sangue.
Assim, portanto, o Sangue do nosso Redentor fez de nós um povo resgatado, como outrora o sangue do cordeiro libertara do Egipto o povo de Israel.
Por isso, no versículo seguinte, ao recordar-se do sentido misterioso da antiga narração, ensina Pedro que ela deve ser realizada plenamente no novo povo de Deus, dizendo: Para anunciardes as suas grandezas. Efectivamente, assim como os que foram libertados da escravidão do Egipto por Moisés entoaram ao Senhor um cântico triunfal, depois de terem passado o Mar Vermelho e de ter sido submergido o exército de Faraó, assim também nós, depois de termos recebido no Baptismo o perdão dos pecados, devemos agradecer dignamente os benefícios celestes.
De facto, os Egípcios que afligiam o povo de Deus, e por isso eram símbolo das trevas e tribulações, representam bem os pecados que nos acompanhavam, mas que foram lavados pelas águas do Baptismo.
A libertação dos filhos de Israel e a sua caminhada para a pátria outrora prometida, adapta-se ao mistério da nossa redenção, pela qual nos dirigimos para os esplendores da morada celeste, sendo nossa luz e guia a graça de Cristo. Esta luz da graça foi também prefigurada por aquela nuvem e coluna de fogo que, durante toda aquela viagem, os defendeu das trevas da noite e os conduziu, por caminho inefável, para a pátria prometida.
Servo inútil,
Pe. Fonseca Kwiriwi, CP