RAINHA DO CÉU
V./ Rainha dos céus, alegrai-vos. Aleluia!
R./ Porque Aquele que merecestes trazer em vosso seio, Aleluia!
V./ Ressuscitou como disse. Aleluia!
R./ Rogai por nós a Deus. Aleluia!
V./ Alegrai-vos e exultai, ó Virgem Maria. Aleluia!
R./ Porque o Senhor ressuscitou, verdadeiramente. Aleluia!
V/. Oremos: Senhor, que enchestes o mundo de alegria pela ressurreição de Vosso Filho nosso Senhor Jesus Cristo, fazei que, pela intercessão da Virgem Maria, Sua Mãe, alcancemos as alegrias da vida eterna. Por Cristo Senhor. Amém!
V/. Glória ao Pai e ao {Filho e ao Espírito Santo
R/. Como era no princípio, agora e sempre. Amém! (3X)
INVOCAÇÃO AO DIVINO ESPÍRITO SANTO
Vinde Espírito Santo enchei os corações dos vossos fiéis e acendei neles o fogo do vosso Amor.
Enviai Senhor o vosso Espírito e tudo será criado e renovareis a face da terra.
Oremos:
Ó Deus, que instruístes os corações dos vossos fiéis, com a luz do Espírito Santo, fazei que apreciemos retamente todas as coisas segundo o mesmo Espírito e gozemos sempre da sua consolação.Por Cristo Senhor Nosso. Amém.
LITURGIA DA PALAVRA
PRIMEIRA LEITURA
Actos 11, 19-26
Começaram a falar também aos gregos, anunciando-lhes o Senhor Jesus
Leitura dos Actos dos Apóstolos
Naqueles dias, os irmãos que se tinham dispersado, devido à perseguição desencadeada pelo caso de Estêvão, caminharam até à Fenícia, Chipre e Antioquia. Mas anunciavam a palavra apenas aos judeus. Houve, contudo, entre eles alguns homens de Chipre e de Cirene, que, ao chegarem a Antioquia, começaram a falar também aos gregos, anunciando-lhes o Senhor Jesus. A mão do Senhor estava com eles e foi grande o número dos que abraçaram a fé e se converteram ao Senhor. A notícia chegou aos ouvidos da Igreja de Jerusalém e mandaram Barnabé a Antioquia. Quando este chegou e viu a acção da graça de Deus, encheu-se de alegria e exortou a todos a que se conservassem fiéis ao Senhor, de coração sincero; era realmente um homem bom e cheio do Espírito Santo e de fé. Assim uma grande multidão aderiu ao Senhor. Então Barnabé foi a Tarso procurar Saulo e, tendo-o encontrado, trouxe-o para Antioquia. Passaram juntos nesta Igreja um ano inteiro e ensinaram muita gente. Foi em Antioquia que, pela primeira vez, se deu aos discípulos o nome de «cristãos».
Palavra do Senhor.
SALMO RESPONSORIAL
Sl 86 (87), 1-3.4-5.6-7 (R. cf. Salmo 116, 1a)
Refrão: Povos da terra, louvai o Senhor. Repete-se
Ou: Aleluia. Repete-se
O Senhor ama a cidade,
por Ele fundada sobre os montes santos;
ama as portas de Sião
mais que todas as moradas de Jacob.
Grandes coisas se dizem de ti, ó cidade de Deus. Refrão
Contarei o Egipto e a Babilónia
entre os meus adoradores;
a Filisteia, Tiro e a Etiópia, uns e outros ali nasceram.
E dir-se-á em Sião: «Todos lá nasceram,
o próprio Altíssimo a consolidou». Refrão
O Senhor escreverá no registo dos povos:
«Este nasceu em Sião».
E irão dançando e cantando:
«Todas as minhas fontes estão em ti». Refrão
ACLAMAÇÃO AO EVANGELHO
Jo 10, 27
Refrão: Aleluia Repete-se
As minhas ovelhas ouvem a minha voz, diz o Senhor;
Eu conheço as minhas ovelhas e elas seguem-Me. Refrão
EVANGELHO
Jo 10, 22-30
Eu e o Pai somos um só
Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São João
Naquele tempo, celebrava-se em Jerusalém a festa da Dedicação do templo. Era inverno e Jesus passeava no templo, sob o Pórtico de Salomão. Então os judeus rodearam-n’O e disseram: «Até quando nos vais trazer em suspenso? Se és o Messias, diz- nos claramente». Jesus respondeu-lhes: «Já vo-lo disse, mas não acreditais. As obras que Eu faço em nome de meu Pai dão testemunho de Mim. Mas vós não acreditais, porque não sois das minhas ovelhas. As minhas ovelhas escutam a minha voz: Eu conheço as minhas ovelhas e elas seguem-Me. Eu dou-lhes a vida eterna e nunca hão-de perecer, ninguém as arrebatará da minha mão. Meu Pai, que Mas deu, é maior do que todos e ninguém pode arrebatar nada da mão do Pai. Eu e o Pai somos um só».
Palavra da salvação.
REFLEXÃO
Dos Sermões de São Pedro Crisólogo, bispo
(Sermão 108: PL 52, 499-500) (Sec. V)
Sê tu o sacrifício e o sacerdote de Deus
Eu vos rogo pela misericórdia de Deus. Paulo exorta-nos, ou melhor, é Deus que por meio de Paulo nos exorta, já que deseja mais ser amado que temido. Deus exorta-nos, porque antes quer ser Pai que Senhor. Deus exorta-nos, pela sua misericórdia, para não ter de nos castigar com o seu rigor.
Ouve como o Senhor exorta: Vede, vede em Mim o vosso corpo, os vossos membros, o vosso coração, os vossos ossos, o vosso sangue. E se temeis o que é de Deus, porque não amais o que também é vosso? Se fugis ao Senhor, porque não recorreis ao Pai?
Talvez vos confunda a grandeza da minha paixão, de que fostes responsáveis. Não temais. Esta cruz não Me feriu a Mim; antes feriu a morte. Estes cravos não Me provocam dor; antes fazem penetrar mais fundo em Mim o amor por vós. Estas chagas não Me fazem soltar gemidos; antes servem para vos introduzir mais intimamente no meu coração. O meu corpo, ao ser estirado na cruz, não aumenta a minha pena; antes se transforma num regaço mais amplo para vos acolher. O meu sangue não é uma perda para Mim, mas antes o preço do vosso resgate.
Vinde, pois, voltai e experimentai ao menos a bondade do Pai, que assim paga os males com o bem, as injúrias com amor, tão graves feridas com tão grande caridade.
Mas ouçamos agora o que pede o Apóstolo: Rogo-vos que ofereçais os vossos corpos. Pedindo assim, o Apóstolo levantou todos os homens à dignidade do sacerdócio: Que ofereçais os vossos corpos como vítima viva.
Oh inaudito mistério do sacerdócio cristão, em que o homem é para si mesmo vítima e sacerdote! O homem não tem de procurar fora de si a vítima que deve oferecer a Deus; traz consigo e em si o que por si há-de sacrificar a Deus. Permanecem intactos tanto a vítima como o sacerdote: a vítima é imolada mas continua viva, e o sacerdote que oferece o sacrifício não pode matar a vítima.
Admirável sacrifício, em que o corpo é oferecido sem imolação do corpo, o sangue sem derramamento de sangue: Rogo-vos, pela misericórdia de Deus, que ofereçais os vossos corpos como vítima viva.
Irmãos, este sacrifício é imagem do sacrifício de Cristo, que, para dar a vida ao mundo, imolou o seu corpo, permanecendo vivo; na verdade, Ele fez do seu corpo uma vítima viva, porque, tendo sido morto, continua vivo. Num sacrifício como este, a morte teve a sua parte, mas a vítima permanece; a vítima vive, enquanto a morte é castigada. Por isso os mártires nascem com a morte, no fim da vida começam a vivê-la; com a sua imolação revivem, e brilham agora nos Céus os que na terra eram tidos como mortos.
Rogo-vos, irmãos, pela misericórdia de Deus, que ofereçais os vossos corpos como vítima viva, santa. É isto o que cantava o Profeta: Não quisestes sacrifícios nem oblações, mas formastes-Me um corpo.
Procura, ó homem, ser o sacrifício e o sacerdote de Deus; não percas aquilo que te foi dado pelo poder do Senhor. Reveste-te com a estola da santidade, cinge-te com o cíngulo da castidade; seja Cristo o capacete de protecção da tua cabeça; permaneça na tua fronte a cruz como defesa. Grava no teu peito o sinal da ciência divina; eleva continuamente a tua oração como perfume de incenso, empunha a espada do Espírito; faz do teu coração um altar. E assim, com toda a confiança, oferece o teu corpo como vítima a Deus.
Deus não quer a morte, mas a fé; não tem sede do teu sangue, mas do teu sacrifício; não Se aplaca com a morte, mas com a vontade generosa.
Servo inútil,
Pe. Fonseca Kwiriwi, CP