*RAINHA DO CÉU*
V./ Rainha dos céus, alegrai-vos. Aleluia!
R./ Porque Aquele que merecestes trazer em vosso seio, Aleluia!
V./ Ressuscitou como disse. Aleluia!
R./ Rogai por nós a Deus. Aleluia!
V./ Alegrai-vos e exultai, ó Virgem Maria. Aleluia!
R./ Porque o Senhor ressuscitou, verdadeiramente. Aleluia!
V/. Oremos: Senhor, que enchestes o mundo de alegria pela ressurreição de Vosso Filho nosso Senhor Jesus Cristo, fazei que, pela intercessão da Virgem Maria, Sua Mãe, alcancemos as alegrias da vida eterna. Por Cristo Senhor. Amém!
V/. Glória ao Pai e ao {Filho e ao Espírito Santo
R/. Como era no princípio, agora e sempre. Amém! (3X)
*INVOCAÇÃO AO DIVINO ESPÍRITO SANTO*
Vinde Espírito Santo enchei os corações dos vossos fiéis e acendei neles o fogo do vosso Amor.
Enviai Senhor o vosso Espírito e tudo será criado e renovareis a face da terra.
*Oremos:*
Ó Deus, que instruístes os corações dos vossos fiéis, com a luz do Espírito Santo, fazei que apreciemos retamente todas as coisas segundo o mesmo Espírito e gozemos sempre da sua consolação.Por Cristo Senhor Nosso. Amém.
*LITURGIA DA PALAVRA*
PRIMEIRA LEITURA
Actos 14, 19-28
«Contaram à Igreja tudo o que Deus fizera com eles»
Leitura dos Actos dos Apóstolos
Naqueles dias, chegaram uns judeus de Antioquia e de Icónio, que aliciaram a multidão, apedrejaram Paulo e arrastaram-no para fora da cidade, dando-o por morto. Mas, tendo-se reunido os discípulos à sua volta, ele ergueu-se e entrou na cidade. No dia seguinte, partiu com Barnabé para Derbe. Depois de terem anunciado a boa nova a esta cidade e de terem feito numerosos discípulos, Paulo e Barnabé voltaram a Listra, a Icónio e a Antioquia. Iam fortalecendo as almas dos discípulos e exortavam-nos a permanecerem firmes na fé, «porque – diziam eles – temos de sofrer muitas tribulações para entrarmos no reino de Deus». Estabeleceram anciãos em cada Igreja, depois de terem feito orações acompanhadas de jejum, e encomendaram-nos ao Senhor em quem tinham acreditado. Atravessaram então a Pisídia e chegaram à Panfília. Depois anunciaram a palavra em Perga e desceram até Atalia. De lá navegaram para Antioquia, de onde tinham partido, confiados na graça de Deus, para a obra que acabavam de realizar. À chegada, convocaram a Igreja, contaram tudo o que Deus fizera com eles e como abrira aos gentios a porta da fé. Demoraram-se ali bastante tempo com os discípulos.
Palavra do Senhor.
SALMO RESPONSORIAL
144 (145), 10-11.12-13ab.21 (R. cf. 12a)
Refrão: Aqueles que Vos amam, Senhor, proclamem a glória do vosso reino. Repete-se
Ou: Aleluia. Repete-se
Graças Vos dêem, Senhor, todas as criaturas
e bendigam-Vos os vossos fiéis.
Proclamem a glória do vosso reino
e anunciem os vossos feitos gloriosos; Refrão
Para darem a conhecer aos homens o vosso poder,
a glória e o esplendor do vosso reino.
O vosso reino é um reino eterno,
o vosso domínio estende-se por todas as gerações. Refrão
Cante a minha boca os louvores do Senhor
e todo o ser vivo bendiga eternamente
o seu nome santo. Refrão
ACLAMAÇÃO AO EVANGELHO
Lc 24, 46.26
Refrão: Aleluia Repete-se
Cristo tinha de sofrer e ressuscitar dos mortos
para entrar na sua glória. Refrão
EVANGELHO
Jo 14, 27-31a
«Dou-vos a minha paz»
Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São João
Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: «Deixo-vos a paz, dou-vos a minha paz. Não vo-la dou como a dá o mundo. Não se perturbe nem intimide o vosso coração. Ouvistes que Eu vos disse: Vou partir, mas voltarei para junto de vós. Se Me amásseis, ficaríeis contentes por Eu ir para o Pai, porque o Pai é maior do que Eu. Disse-vo-lo agora, antes de acontecer, para que, quando acontecer, acrediteis. Já não falarei muito convosco, porque vai chegar o príncipe deste mundo. Ele nada pode contra Mim, mas é para que o mundo saiba que amo o Pai e faço como o Pai Me ordenou».
Palavra da salvação.
*REFLEXÃO*
Do Comentário de São Cirilo de Alexandria, bispo sobre o Evangelho de São João
(Liv. 10, 2: PG 74, 331-334) (Sec. V)
Eu sou a videira, vós os sarmentos
Querendo mostrar a necessidade que temos de estar unidos a Ele pelo amor e a grande vantagem que nos vem desta união, o Senhor afirma que é a videira e chama sarmentos aos que estão de certo modo enxertados e incorporados n’Ele e se tornaram já participantes da sua mesma natureza pela comunicação do Espírito Santo. É, de facto, o Espírito de Cristo quem nos une a Ele.
A adesão dos que se aproximam desta videira nasce da boa vontade e intenção; a união da videira connosco procede do seu afecto e natureza. Foi, de facto, pela boa vontade que nos aproximámos de Cristo na fé, mas participamos da sua natureza por termos alcançado d’Ele a dignidade da adopção filial. Efectivamente, segundo São Paulo, o que se une ao Senhor forma com Ele um só espírito.
Do mesmo modo que o autor sagrado, noutro lugar da Escritura, dá ao Senhor o nome de alicerce e fundamento (sobre o qual somos edificados como pedras vivas e espirituais, para nos tornarmos, pelo Espírito Santo, habitação de Deus e formarmos um sacerdócio santo, o que não é possível se Cristo não for o fundamento), assim agora, no mesmo sentido, afirma Cristo ser Ele a videira e, por assim dizer, a mãe e educadora dos sarmentos que dela brotam.
N’Ele e por Ele fomos regenerados no Espírito Santo, para produzirmos frutos de vida, não da vida antiga e envelhecida, mas daquela vida nova que procede do amor para com Ele. Esta vida nova, porém, só a podemos conservar, se nos mantivermos perfeitamente inseridos em Cristo, se aderirmos fielmente aos santos mandamentos que nos foram dados, se guardarmos com solicitude este título de nobreza adquirido e se não permitirmos que Se entristeça o Espírito que habita em nós, aquele Espírito que nos revela o sentido da habitação divina.
O evangelista São João nos ensina sabiamente de que modo estamos em Cristo e Ele em nós, quando diz: Nisto conhecemos que estamos n’Ele e Ele em nós, porque nos deu o seu Espírito.
Assim como a raiz faz chegar aos sarmentos a sua seiva natural, também o Unigénito de Deus concede aos homens, sobretudo aos que Lhe estão unidos pela fé, o seu Espírito, eleva-os à santidade perfeita, comunica-lhes a afinidade e parentesco com a natureza d’Ele e do Pai, alimenta-os na piedade e dá-lhes a sabedoria de toda a virtude e bondade.
Servo inútil,
Pe. Fonseca Kwiriwi, CP