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*RAINHA DO CÉU*

V./ Rainha dos céus, alegrai-vos. Aleluia!
R./ Porque Aquele que merecestes trazer em vosso seio, Aleluia!

V./ Ressuscitou como disse. Aleluia!
R./ Rogai por nós a Deus. Aleluia!

V./ Alegrai-vos e exultai, ó Virgem Maria. Aleluia!
R./ Porque o Senhor ressuscitou, verdadeiramente. Aleluia!

V/. Oremos: Senhor, que enchestes o mundo de alegria pela ressurreição de Vosso Filho nosso Senhor Jesus Cristo, fazei que, pela intercessão da Virgem Maria, Sua Mãe, alcancemos as alegrias da vida eterna. Por Cristo Senhor. Amém!

V/. Glória ao Pai e ao {Filho e ao Espírito Santo
R/. Como era no princípio, agora e sempre. Amém! (3X)

*INVOCAÇÃO AO DIVINO ESPÍRITO SANTO*

Vinde Espírito Santo enchei os corações dos vossos fiéis e acendei neles o fogo do vosso Amor.
Enviai Senhor o vosso Espírito e tudo será criado e renovareis a face da terra.
*Oremos:*
Ó Deus, que instruístes os corações dos vossos fiéis, com a luz do Espírito Santo, fazei que apreciemos retamente todas as coisas segundo o mesmo Espírito e gozemos sempre da sua consolação.Por Cristo Senhor Nosso. Amém.

*LITURGIA DA PALAVRA*

PRIMEIRA LEITURA
Actos 18, 9-18

«Tenho um povo numeroso nesta cidade»

Leitura dos Actos dos Apóstolos

Quando Paulo estava em Corinto,
certa noite o Senhor disse-lhe numa visão:
«Não temas, continua a falar,
que Eu estou contigo
e ninguém porá as mãos sobre ti, para te fazer mal,
pois tenho um povo numeroso nesta cidade».
Então Paulo demorou-se ali ano e meio
a ensinar aos coríntios a palavra de Deus.
Quando Galião era procônsul da Acaia,
os judeus levantaram-se todos contra Paulo
e levaram-no ao tribunal, dizendo:
«Este homem induz as pessoas
a prestarem culto a Deus à margem da lei».
Quando Paulo ia a abrir a boca,
disse Galião aos judeus:
«Judeus, se se tratasse de alguma injustiça ou grave delito,
escutaria certamente as vossas queixas, como é meu dever.
Uma vez, porém, que são questões de doutrina e de nomes
da vossa própria lei,
o assunto é convosco.
Eu não quero ser juiz dessas coisas».
E mandou-os sair do tribunal.
Todos então se apoderaram de Sóstenes, chefe da sinagoga,
e começaram a bater-lhe em frente do tribunal.
Mas Galião não se importou nada com isso.
Paulo demorou-se ainda algum tempo em Corinto;
depois despediu-se dos irmãos
e embarcou para a Síria,
em companhia de Priscila e Áquila,
e rapou a cabeça em Cêncreas,
por causa de um voto que fizera.

Palavra do Senhor.

SALMO RESPONSORIAL
Salmo 46 (47), 2-3.4-5.6-7 (R. cf. 8a ou Aleluia)

Refrão: Deus é o Senhor de toda a terra. Repete-se

Ou: Aleluia. Repete-se

Povos todos, batei palmas,
aclamai a Deus com brados de alegria,
porque o Senhor, o Altíssimo, é terrível,
o Rei soberano de toda a terra. Refrão

Submeteu os povos à nossa obediência
e pôs as nações a nossos pés.
Para nós escolheu a nossa herança,
glória de Jacob, por Ele amado. Refrão

Deus subiu entre aclamações,
o Senhor subiu ao som da trombeta.
Cantai hinos a Deus, cantai,
cantai hinos ao nosso Rei, cantai. Refrão

ACLAMAÇÃO AO EVANGELHO
cf. Lc 14, 46.26

Refrão: Aleluia Repete-se

Cristo tinha de sofrer e ressuscitar dos mortos
para entrar na sua glória. Refrão

EVANGELHO
Jo 16, 20-23a

«Ninguém vos poderá tirar a vossa alegria»

Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São João

Naquele tempo,
disse Jesus aos seus discípulos:
«Em verdade, em verdade vos digo:
Chorareis e lamentar-vos-eis,
enquanto o mundo se alegrará.
Estareis tristes,
mas a vossa tristeza converter-se-á em alegria.
A mulher, quando está para ser mãe,
sente angústia, porque chegou a sua hora.
Mas depois que deu à luz um filho,
já não se lembra do sofrimento,
pela alegria de ter dado um homem ao mundo.
Também vós agora estais tristes;
mas Eu hei-de ver-vos de novo e o vosso coração se alegrará
e ninguém vos poderá tirar a vossa alegria.
Nesse dia, não Me fareis nenhuma pergunta».

Palavra da salvação.

*REFLEXÃO*

Dos Tratados de Santo Agostinho, bispo, sobre o Evangelho de São João
(Trat. 124, 5, 7: CCL 36, 685-687) (Sec. V)

As duas vidas

A Igreja conhece duas vidas que lhe foram anunciadas e confiadas por Deus: uma é vivida na fé, a outra na visão: uma no tempo da peregrinação sobre a terra, a outra nas moradas eternas; uma no trabalho, outra no descanso; uma no exílio, outra na pátria; uma no esforço da actividade, outra no prémio da contemplação.
A primeira está representada pelo apóstolo Pedro, a segunda pelo apóstolo João. A primeira desenvolve-se completamente sobre a terra, até que o mundo termine e então encontrará o fim; a outra prolonga-se para além do fim do mundo, e não tem fim no mundo que há-de vir. Por isso se diz a Pedro: Segue-Me; mas de João diz-se: Se quero que ele fique até que Eu venha, que tens a ver com isso? Tu, segue-Me.
«Segue-Me tu, imitando a minha paciência em suportar males temporais; e ele fique até que Eu volte para conceder os bens eternos». Ou, mais claramente ainda: «Siga-Me a actividade que, a exemplo da minha paixão, já terminou; mas a contemplação, que apenas começou, permaneça assim até que Eu venha para lhe dar a realização perfeita».
Portanto, quem segue a Cristo, acompanha-O na santa plenitude da paciência, até à morte; e permanece até que venha Cristo, para lhe manifestar a plenitude da ciência. Agora, suportamos os males deste mundo, na terra dos mortais; depois, contemplaremos os bens do Senhor, na terra dos vivos.
Não devemos interpretar aquelas palavras do Senhor: Quero que ele fique até que Eu venha, como se quisesse dizer: «Permanece até ao fim», ou «Fica assim para sempre», mas «Permanece na esperança»; porque o que João representa não alcança agora a sua plenitude, mas apenas quando Cristo vier. Ao contrário, o que representa Pedro, a quem o Senhor disse: Tu, segue-Me, deve cumprir-se agora, para podermos alcançar o que esperamos.
Mas ninguém ouse separar estes dois Apóstolos insignes. Ambos se encontravam na situação representada por Pedro e ambos se haviam de encontrar na situação representada por João. No plano do símbolo, Pedro seguia e João ficava; mas no plano da fé, ambos suportavam os males desta vida presente e ambos esperavam os bens da felicidade futura.
O que sucedeu com eles sucede com toda a santa Igreja, esposa de Cristo: também ela lutará no meio das tentações do mundo para alcançar a felicidade futura. Pedro e João representavam as duas vidas, simbolizando cada um deles um género de vida; mas ambos viveram esta vida temporal, animados pela fé, e ambos hão-de gozar eternamente da outra vida, pela contemplação.
Pedro, o primeiro dos Apóstolos, recebeu as chaves do reino dos Céus, com o poder de ligar e desligar os pecados, para que fosse o timoneiro de todos os santos, unidos inseparavelmente ao Corpo de Cristo, no meio das tempestades desta vida. E João, o evangelista, reclinou a cabeça sobre o peito de Cristo, para exemplo dos mesmos santos, a fim de lhes indicar o porto seguro daquela vida divinamente tranquila e bem-aventurada.
Todavia não é só Pedro, mas a Igreja universal, que liga e desliga os pecados. E não é só João que bebe da fonte do peito do Senhor, para ensinar com a sua pregação, que, no princípio, o Verbo era Deus junto de Deus, e outros ensinamentos profundíssimos a respeito da divindade de Cristo, da trindade e unidade de Deus, verdades essas que contemplaremos face a face no reino dos Céus, mas que na terra, até à vinda de Cristo, nos limitamos a ver como num espelho e obscuramente. Não é só ele que descobriu estes tesouros do coração de Cristo, mas a todos foi aberta pelo mesmo Senhor a fonte do Evangelho, para que por toda a face da terra, todos bebessem dela, cada um segundo a sua capacidade.

Servo inútil,
Pe. Fonseca Kwiriwi, CP