MEMORIA DO BEATO
LOURENÇO MARIA SALVI,
PASSIONISTA
Beato Lourenço Maria Salvi (Roma, 1782 – Capranica, VT, Itália, 1856), tendo professado na Congregação da Paixão de Jesus Cristo (1802) e sido ordenado sacerdote (1805), além da sua participação no governo das comunidades e da sua província, empregou toda a sua vida à pregação de missões populares e dinamização de retiros. Distinguiu-se pelo seu incansável apostolado acerca da infância de Jesus, cuja devoção promoveu com a palavra, o exemplo e os escritos. Foi beatificado por São João Paulo II em 1989.
*INVOCAÇÃO AO DIVINO ESPÍRITO SANTO*
Vinde Espírito Santo enchei os corações dos vossos fiéis e acendei neles o fogo do vosso Amor.
Enviai Senhor o vosso Espírito e tudo será criado e renovareis a face da terra.
*Oremos:*
Ó Deus, que instruístes os corações dos vossos fiéis, com a luz do Espírito Santo, fazei que apreciemos retamente todas as coisas segundo o mesmo Espírito e gozemos sempre da sua consolação.Por Cristo Senhor Nosso. Amém.
*SAUDAÇÃO ANGELICAL A VIRGEM STA MARIA*
(Angelus)
O Anjo do Senhor anunciou a Maria!
E ela concebeu do Espírito Santo.
(Ave Maria)
Eis aqui a Serva do Senhor!
Faça-se em mim segundo a vossa palavra.
(Ave Maria)
E o Verbo se fez carne!
E habitou entre nós.
(Ave Maria)
Rogai por nós, Santa Mãe de Deus!
Para que sejamos dignos das promessas de Cristo.
Oremos: Infundi, Senhor, a vossa graça em nossos corações, para que nós, que, conhecendo pela anunciação do Anjo, a Encarnação de Jesus Cristo, vosso Filho, por sua paixão e morte de cruz, cheguemos à glória da Ressurreição! Por mesmo Cristo, Senhor Nosso. Amém.
V/. Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo
R/. Como era no princípio, agora e sempre. Amém! (3X)
*LITURGIA DA PALAVRA*
PRIMEIRA LEITURA
1 Reis 18, 20-39
Este povo reconheça que Vós, Senhor, sois o verdadeiro Deus e que converteis os seus corações
Leitura do Primeiro Livro dos Reis
Naqueles dias, o rei Acab convocou todos os filhos de Israel e reuniu os profetas no monte Carmelo. Então Elias dirigiu-se a todo o povo e disse: «Até quando oscilareis para os dois lados? Se o Senhor é o Deus verdadeiro, segui o Senhor; se é Baal, segui Baal». O povo nada lhe respondeu. Elias continuou: «Eu sou o único que fiquei dos profetas do Senhor e os profetas de Baal são quatrocentos e cinquenta. Dêem-nos dois bezerros. Eles escolham um, partam-no em pedaços e coloquem-no sobre a lenha, sem acenderem o fogo. Eu prepararei o outro bezerro e colocá-lo-ei sobre a lenha, sem acender o fogo. Depois invocareis o nome do vosso deus e eu invocarei o nome do Senhor. Aquele que responder com o fogo, esse é o verdadeiro Deus». Todo o povo respondeu: «Está bem». Disse então Elias aos profetas de Baal: «Escolhei um dos bezerros e preparai-o primeiro, porque sois mais numerosos. Invocai o nome do vosso deus, mas não acendais fogo». Eles tomaram o bezerro e prepararam-no; depois invocaram o nome de Baal, desde a manhã até ao meio-dia, dizendo: «Baal, responde-nos». Mas nenhuma voz, nenhuma resposta se ouvia. Entretanto, eles dançavam dobrando o joelho diante do altar que tinham feito. Ao meio-dia, Elias começou a troçar deles, dizendo: «Gritai mais alto, porque, sendo um deus, pode estar ocupado, em negócios ou em viagem; talvez esteja a dormir, mas acordará». Eles gritavam com mais força e feriam-se com espadas e lanças, segundo o seu costume, até escorrer sangue. Passado o meio-dia, continuaram a profetizar furiosamente até à hora do sacrifício da tarde. Mas nenhuma voz se ouvia, nenhuma resposta, nenhum sinal. Disse então Elias a todo o povo: «Aproximai-vos de mim». E todo o povo se aproximou dele. Elias reparou o altar do Senhor, que tinham demolido. Tomou doze pedras, segundo o número das tribos dos filhos de Jacob, a quem o Senhor dissera: «O teu nome será Israel». Construiu com essas pedras outro altar ao nome do Senhor e fez em volta do altar uma vala que podia levar duas medidas de semente. Depois preparou a lenha, partiu o bezerro em pedaços, colocou-o em cima da lenha e disse: «Enchei quatro bilhas de água e deitai-a sobre a vítima e sobre a lenha». Feito isto, ordenou: «Uma vez mais». E eles assim fizeram pela segunda vez. Depois disse: «Outra vez ainda». E eles assim fizeram pela terceira vez. A água correu em volta do altar e até a vala ficou cheia de água. À hora do sacrifício da tarde, o profeta Elias aproximou-se e disse: «Senhor, Deus de Abraão, de Isaac e de Israel, mostrai hoje que Vós sois o Deus de Israel, que eu sou o vosso servo e que por vossa ordem realizei tudo isto. Respondei-me, Senhor, respondei-me, para que este povo reconheça que Vós, Senhor, sois o verdadeiro Deus e que converteis os seus corações». Desceu então o fogo do Senhor e devorou a vítima, a lenha, as pedras, a terra, e secou até a água que estava na vala. Ao ver isto, todo o povo se prostrou com a face em terra e, cheia de temor, exclamou: «O Senhor é o verdadeiro Deus! O Senhor é o verdadeiro Deus!».
Palavra do Senhor.
SALMO RESPONSORIAL
Salmo 15 (16), 1-2a.4.5 e 8.11
Refrão: Defendei-me, Senhor: Vós sois o meu refúgio. Repete-se
Ou: Guardai-me, Senhor: esperei em Vós. Repete-se
Defendei-me, Senhor;
Vós sois o meu refúgio.
Digo ao Senhor:
Vós sois o meu Deus. Refrão
Os que seguem deuses estranhos
redobram as suas penas.
Não serei eu a fazer-lhes libações de sangue,
nem a invocar seus nomes com os meus lábios. Refrão
Senhor, porção da minha herança,
está nas vossas mãos o meu destino.
O Senhor está sempre na minha presença,
com Ele a meu lado não vacilarei. Refrão
Dar-me-eis a conhecer os caminhos da vida,
alegria plena em vossa presença,
delícias eternas à vossa direita. Refrão
ACLAMAÇÃO AO EVANGELHO
Salmo 24 (25) 4b.5a
Refrão: Aleluia Repete-se
Ensinai-me, Senhor, os vossos caminhos,
guiai-me na vossa verdade. Refrão
EVANGELHO
Mt 5, 17-19
Não vim revogar, mas completar
Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Mateus
Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: «Não penseis que vim revogar a Lei ou os Profetas; não vim revogar, mas completar. Em verdade vos digo: Antes que passem o céu e a terra, não passará da Lei a mais pequena letra ou o mais pequeno sinal, sem que tudo se cumpra. Portanto, se alguém transgredir um só destes mandamentos, por mais pequenos que sejam, e ensinar assim aos homens, será o menor no reino dos Céus. Mas aquele que os praticar e ensinar será grande no reino dos Céus».
Palavra da salvação.
*REFLEXÃO*
Da obra «L’Anima innamorata di Gesù Bambino», do Beato Lourenço Maria Salvi, presbítero
(I, pp. 10 ss.)
A Infância de Jesus, primeira escola de santidade
Não restam dúvidas de que, entre os mistérios da nossa religião, o mais lindo, o mais terno é o da Santa Infância de Jesus Cristo. Os antigos patriarcas, contemplando desde longe na sua fé o seu nascimento no tempo, experimentaram uma grande alegria. Até o próprio Redentor, censurando os judeus por causa da sua incredulidade, afirmou acerca de Abraão: Abraão, vosso pai, exultou pensando ver o meu dia: viu-o e alegrou-se. E o santo velho Simeão, quando recebeu da Virgem Maria o Menino Jesus nos seus braços, com o espírito a transbordar de alegria celestial, não mais se interessou, depois desta visita, de viver sobre esta terra, como o deu a entender exclamando: Agora, Senhor, segundo a vossa palavra, deixareis ir em paz o vosso servo.
Como seríamos felizes, como estaríamos contentes, se tivéssemos tido essa sorte! Mas, coragem: também a nós nos são oferecidas as mesmas extraordinárias consolações espirituais. Elas têm origem na alma bem preparada, não para a visita real do Menino Jesus, de que não somos dignos, mas quando O contemplamos espiritualmente renascido nos nossos corações, graças a um particular dom da sua graça que se realiza por uma sólida devoção a Ele mesmo.
Para nos convencermos disto, o Sumo Pontífice Inocêncio III (Ser. 34), e em comunhão com ele os doutores da Igreja, ensinam-nos a distinguir em Jesus Cristo três nascimentos distintos. O primeiro é o nascimento divino do Verbo gerado pelo Eterno Pai. O segundo é o nascimento no tempo, de sua Mãe. O terceiro é o espiritual, que tem lugar na mente e no coração do homem. E o mesmo papa Inocêncio acrescenta: «No primeiro, o Verbo divino nasce continuamente do seu Eterno Pai; no terceiro, nasce frequentemente na mente e no coração do homem. Cristo é concebido por meio do amor; nasce quando este amor se traduz em boas obras, e nutre-se com o aumento destas mesmas boas obras».
Pois bem, o amor que Deus tem para connosco é muito mais especial do que aquele que manifestava para com o antigo povo de Israel, pois que, como se fosse pouco o seu amor ter nascido por nós uma vez só da sua Mãe, quer voltar a nascer espiritualmente mais vezes em nós. Isto realiza-o Ele com a sua preciosa graça, enchendo assim a nossa alma daquela paz que foi anunciada a todos pelos anjos na noite santíssima do seu nascimento temporal.
É isto a que gostaríamos de levar todo o povo cristão; é este o insistente convite que se faz a todos os fiéis católicos: ser enamorados do Menino Jesus de tal maneira que, tendo continuamente diante dos olhos os ensinamentos práticos e as virtudes que, desde o berço, se tornaram nossa escola, sejam a escolta que levam as almas extraviadas ao bom caminho e a norma para maiores progressos daquelas que já são boas. Tanto umas como as outras podem estar seguras de que, seguindo as pegadas deste celestial Menino, não caminharão por fora do caminho que leva à vida eterna, e revestir-se-ão da preciosa característica da infância espiritual de que Jesus Redentor queria que fossem enriquecidos aqueles que aspiramos a entrar no santo Paraíso: Se não vos tornardes como as criancinhas, não entrareis no Reino dos Céus.
A ninguém deverá parecer estranho o convite que lhes é dirigido em ordem a honrar assiduamente e de todo o coração a infância de Jesus Cristo. Com efeito, se é digno de todo o louvor o zelo de tantos fervorosos eclesiásticos e religiosos em promover, entre o povo cristão, a contínua memória da Paixão e Morte de Jesus, porque não há-de ser também recomendada a este mesmo povo a lembrança assídua do seu nascimento na gruta de Belém? É ali onde o Verbo Divino encarnado abriu a primeira escola pública de todas as virtudes. É ali onde tudo o que se refere ao Menino Jesus, deitado numa manjedoura, grita aos nossos ouvidos, como escreve São Bernardo: A língua ainda não fala, mas tudo o que a Ele se refere grita. Grita o presépio, grita a manjedoura, gritam as lágrimas, gritam os panos. Até os seus pequenos membros não deixam de gritar, ou melhor, nem a sua própria infância se cala.
*SENHOR,* eu vos agradeço por terdes morrido na Cruz pelos meus pecados, meu Jesus, misericórdia.
Servo inútil,
Pe. Fonseca Kwiriwi, CP