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INVOCAÇÃO AO DIVINO ESPÍRITO SANTO

Vinde Espírito Santo enchei os corações dos vossos fiéis e acendei neles o fogo do vosso Amor.
Enviai Senhor o vosso Espírito e tudo será criado e renovareis a face da terra.
Oremos:
Ó Deus, que instruístes os corações dos vossos fiéis, com a luz do Espírito Santo, fazei que apreciemos retamente todas as coisas segundo o mesmo Espírito e gozemos sempre da sua consolação.Por Cristo Senhor Nosso. Amém.

SAUDAÇÃO ANGELICAL A VIRGEM STA MARIA

(Angelus)

O Anjo do Senhor anunciou a Maria!
E ela concebeu do Espírito Santo.
(Ave Maria)

Eis aqui a Serva do Senhor!
Faça-se em mim segundo a vossa palavra.
(Ave Maria)

E o Verbo se fez carne!
E habitou entre nós.
(Ave Maria)

Rogai por nós, Santa Mãe de Deus!
Para que sejamos dignos das promessas de Cristo.

Oremos: Infundi, Senhor, a vossa graça em nossos corações, para que nós, que, conhecendo pela anunciação do Anjo, a Encarnação de Jesus Cristo, vosso Filho, por sua paixão e morte de cruz, cheguemos à glória da Ressurreição! Por mesmo Cristo, Senhor Nosso. Amém.
V/. Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo
R/. Como era no princípio, agora e sempre. Amém! (3X)

LITURGIA DA PALAVRA

PRIMEIRA LEITURA
Lançai fora o velho fermento,
pois o nosso cordeiro pascal, Cristo, já está imolado.

Leitura da Primeira Carta de São Paulo aos Coríntios 5,1-8

Irmãos,
1
é voz geral que está acontecendo,
entre vós, um caso de imoralidade;
e de imoralidade tal
que nem entre os pagãos costuma acontecer:
um dentre vós está convivendo com a própria madrasta.
2
No entanto, estais inchados de orgulho,
ao invés de vestirdes luto,
a fim de que fosse tirado do meio de vós
aquele que assim procede?
3
Pois bem, embora ausente de corpo,
mas presente em espírito,
eu julguei, como se estivesse aí entre vós,
esse tal que tem procedido assim:
4
Em nome do Senhor Jesus
– estando vós e eu espiritualmente reunidos
com o poder do Senhor nosso, Jesus –
5
entregamos tal homem a Satanás,
para a ruína da carne,
a fim de que o espírito seja salvo,
no dia do Senhor.
6
Vós vos gloriais sem razão!
Acaso ignorais
que um pouco de fermento leveda a massa toda?
7
Lançai fora o fermento velho,
para que sejais uma massa nova,
já que deveis ser sem fermento.
Pois o nosso cordeiro pascal, Cristo,
já está imolado.
8
Assim, celebremos a festa,
não com velho fermento,
nem com fermento de maldade ou de perversidade,
mas com os pães ázimos de pureza e de verdade.
Palavra do Senhor.

Salmo responsorial
Sl 5,5-6.7.12 (R. 9a)

R. Na vossa justiça guiai-me Senhor!

5
Não sois um Deus a quem agrade a iniquidade, *
não pode o mau morar convosco;
6
nem os ímpios poderão permanecer *
perante os vossos olhos. R.

7
Detestais o que pratica a iniquidade *
e destruís o mentiroso.
Ó Senhor, abominais o sanguinário, *
o perverso e enganador. R.

12
Mas exulte de alegria todo aquele *
que em vós se refugia;
sob a vossa proteção se regozijem, *
os que amam vosso nome! R.

Aclamação ao Evangelho
Jo 10,27

R. Aleluia, Aleluia, Aleluia.
V. Minhas ovelhas escutam minha voz
e eu as conheço e elas me seguem.

EVANGELHO
Observavam, para verem se Jesus curaria em dia de sábado.

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas 6,6-11

Aconteceu num dia de sábado
6
que Jesus entrou na sinagoga,
e começou a ensinar.
Aí havia um homem cuja mão direita era seca.
7
Os mestres da Lei e os fariseus o observavam,
para verem se Jesus iria curá-lo em dia de sábado,
e assim encontrarem motivo para acusá-lo.
8
Jesus, porém, conhecendo seus pensamentos,
disse ao homem da mão seca:
“Levanta-te, e fica aqui no meio”.
Ele se levantou, e ficou de pé.
9
Disse-lhes Jesus:
“Eu vos pergunto:
O que é permitido fazer no sábado:
o bem ou o mal,
salvar uma vida ou deixar que se perca?”
10
Então Jesus olhou para todos
os que estavam ao seu redor,
e disse ao homem:
“Estende a tua mão.”
O homem assim o fez e sua mão ficou curada.
11
Eles ficaram com muita raiva,
e começaram a discutir entre si
sobre o que poderiam fazer contra Jesus.
Palavra da Salvação.

REFLEXÃO

Das Cartas de São Pedro Claver, presbítero
(Carta de 31 de Maio de 1627: A. Valtierra, S.I., San Pedro Claver, Cartagena, 1964, pp. 140-141)

Evangelizar os pobres, sarar os corações atribulados,
proclamar a redenção dos cativos

Ontem, 30 de Maio deste ano de 1627, festa da Santíssima Trindade, saíram de uma grande nau muitos negros trazidos das margens dos rios de África. Fomos ter com eles, levando dois cestos de laranjas, limões, bolachas e outras coisas, e dirigimo-nos para as suas barracas. Parecia que entrávamos noutra Guiné.
Tivemos de atravessar por entre grande multidão até chegar aos doentes, que eram muito numerosos e estavam deitados no chão húmido e lamacento. Alguém se lembrou de o entulhar com fragmentos de telhas e tijolos para diminuir a humidade. Tal era a cama destes infelizes, que além disso estavam nus, sem qualquer roupa que os protegesse.
Tirámos as nossas capas e fomos buscar tábuas para fazer um estrado. Depois, forçando o caminho por entre os guardas, para ali transportámos os doentes. Em seguida distribuímo-los em dois grupos: de um grupo encarregou-se o meu companheiro com um intérprete; do outro encarreguei-me eu.
Entre eles havia dois quase a morrer: estavam frios e mal se lhes sentia o pulso. Levámos brasas numa telha para junto dos moribundos, deitámos perfumes nas brasas, até esvaziar duas sacas que tínhamos trazido. Depois, cobrindo-os com as nossas capas – pois eles nada tinham com que se cobrir e não podíamos perder tempo a pedir roupas aos seus senhores – conseguimos que fizessem uma inalação daqueles vapores e recuperassem o calor e a respiração. Era de ver a alegria com que nos olhavam!
Assim lhes falámos, não com palavras mas com obras; e na verdade, estando eles persuadidos de que tinham sido trazidos para ali a fim de serem comidos, de nada teriam servido outros discursos. Sentámo-nos depois, ou ajoelhámo-nos junto deles, lavámos-lhes os rostos e os corpos com vinho, procurando alegrá-los com carinho e fazer-lhes o que naturalmente se faz para levantar o moral dos doentes.
Depois tratámos de os preparar para o Baptismo. Explicámos-lhes os admiráveis efeitos deste sacramento para o corpo e para a alma. E quando, respondendo às nossas perguntas, deram mostras de terem compreendido, passámos a um ensino mais completo sobre um só Deus que premeia ou castiga segundo os merecimentos de cada um, etc. Exortámo-los a fazer o acto de contrição e a manifestar o arrependimento dos pecados que tivessem cometido, etc.
Finalmente, quando já pareciam suficientemente preparados, falámos dos mistérios da Santíssima Trindade, da Encarnação e da Paixão; e, mostrando-lhes num quadro a imagem de Cristo crucificado sobre uma pia baptismal, para a qual correm os rios de sangue provenientes das chagas de Cristo, rezámos com eles, na sua língua, o acto de contrição.

SENHOR, eu vos agradeço por terdes morrido na Cruz pelos meus pecados, meu Jesus, misericórdia.

Servo inútil,
Pe. Fonseca  Kwiriwi, CP