Hoje, na preparação da Liturgia da Palavra, deparei-me com o ensinamento de Paulo sobre o Amor.
Como um aperitivo da homilia do próximo domingo, (25/08), partilho esta reflexão para que cada dia cresçamos no amor de Cristo e sejamos protagonistas desse amor genuíno e autêntico.
O amor de Cristo, manifestado em todos os gestos da sua vida, mas tornado patente de forma superlativa na cruz, é o modelo para todos os nossos “amores”, incluindo o amor dos esposos.
O amor dos casais cristãos é um amor definido pelo dom total de si próprio em favor do outro; é um amor que vive de olhos postos no bem do outro; é um amor que não procura ser servido, mas servir e dar vida; é um amor que não é competição de direitos e deveres, mas comunidade de partilha e de serviço; é um amor que não é arrogante, nem orgulhoso, nem injusto, nem prepotente; é um amor que compreende os erros e as falhas do outro, e que tudo desculpa, tudo crê, tudo espera, tudo suporta (cf. 1 Co 13,4-7).
Na carta aos Coríntios
13,4-7, Paulo descreve o que deve ser o amor cristão. Se alguém viver o amor cristão de forma equivocada, volte à perícope, leia e medite que, com certeza, irá aprender a amar autenticamente.
Não é raro, contudo, encontrarmos, nas nossas convivências, outros modelos de amor que a sociedade impõe, quer nas amizades quer nos casamentos, desviando milhares de pessoas que quando escutam a palavra amor, colocam na exclusividade, o direito de amar como um negócio. Isto é, um amor quantificado em que a medida do “meu amor ao outro” deve ser o mesmo que vou receber. Esse tipo de amor é bastante mundano. Temos que lutar para não entrarmos na cilada do demônio.
Quanto ao cristão, é, sempre, convidado a discernir sua forma de amar a partir do modelo de Amor de Cristo, pois cada cristão carrega o “ser Cristo hoje” em toda sua vida.
Amar como um projeto pessoal e comunitário para que cada pessoa alcance a maturidade cristã e seja “Cristo hoje” neste mundo que não sabe amar.
Curador das Almas
Servo inútil,
Pe. Fonseca Kwiriwi, CP