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Nesta imagem feita com profundidade e devoção ilustra o significado profundo do tema da Cristologia e Mariologia na vida da Igreja: o Cristo Crucificado e o título dado à Virgem Maria, Mãe das Dores continua presente nas nossas vidas. Duas vidas, única missão de oferecerem a humanidade a salvação. Cristo como o Salvador do mundo e a Virgem Maria como a Mãe do Salvador e da humanidade.

O convite que faço desde já é: providencie um tempinho para si, crie um espaço sereno e agradável para fazer a “Memória Passionis”, isto é, contemple o Crucificado e aprenda Dele se apaixonar pela humanidade machucada pelos males: ganância, guerras, fome, ódio, inveja, ciúmes, indiferença, discriminação, preconceitos etc.

Então, na imagem está outro detalhe que deve nos levar a sermos associados ao sofrimento redentor de Cristo. Eis a Mãe do Crucificado ensinando -nos a ajudar a carregar a Cruz o Salvador do mundo.
Será que Cristo precisa da nossa insignificante ajuda? Ele precisa quando estendemos a mão aos necessitados e somos compassivos uns dos outros neste vale de lágrimas e de competições.

Na Via Sacra, geralmente, vimos Simão de Cirene que ajuda Jesus. Mas o artista desta imagem apresenta-nos a própria mãe que ajuda o Filho.

Que significado e aprendizagem ganhamos com este presente (imagem de Cristo e sua mãe)que nos seduz a meditarmos?

A Virgem das Dores é apaixonada pela vida do Filho e dos filhos e filhas que recebeu de Deus e do seu Filho. Por isso, na imagem encontramos a garantia de que na vida nunca estamos abandonados. Ela está sempre conosco como o seu Filho está no meio de nós.
Como são Paulo da Cruz disse: no rosto dos pobres está esculpido o rosto de Jesus, no sofrimento da humanidade, sofre igualmente a Mãe do Redentor.

A Virgem Dores, ao pé da Cruz, recebeu do Filho e assumiu a missão de ser mãe de todos, por isso, a exemplo do gesto (na imagem acima) de erguer o Filho fatigado por causa do peso da Cruz e dos nossos pecados, nossa Mãe está e estará sempre atenta para nos erguer dos fardos quotidianos.

Aprendamos com a Virgem das Dores a sermos apaixonados por Cristo e pela humanidade.

Hoje, ao lado da nossa casa, na nossa cidade, Bairro e aldeia, temos alguém que pede socorro. Não sejamos indiferentes pois nele está o Cristo que continue dizendo: ” tenho sede”.
Abramos ouvidos e o coração para ouvirmos os apelos da humanidade que pede por socorro.

Que Cristo Crucificado nos abençoe por intercessão da Virgem das Dores.

Servo inútil,
Pe. Fonseca Kwiriwi, CP