Na celebração do dia do trabalho e do trabalhador, desejo, inicialmente, a si, boas festas e se não há condições de festejar, digo, força e coragem.
Hoje lembremos a frase “o trabalho dignifica a pessoa humana”.
No entanto, se não for trabalho digno, tira a dignidade humana porque contratar alguém sem condições é torná-lo escravo.
Para sensibilizar os jovens a não viverem na ociosidade, tem se abordado a importância do trabalho. Entretanto, faltam ainda muitos projetos que despertem nos jovens a vontade de buscar a formação profissional e emprego digno.
Enquanto muitas pessoas buscam o emprego e não o trabalho, encontramos muitos postos de trabalho abandonados ou mesmo com pessoas sem vontade de trabalhar.
Em muitas ruas, nos deparamos com muitos jovens em busca de um emprego digno.
Todavia, a falta de vontade política leva ao desespero muitos homens e mulheres porque uns que já têm formação não encontram trabalho na sua área e outros nunca tiveram alguma profissionalização daquilo que sabem ou fazem.
O primeiro de Maio nasceu não somente para ser celebrado, mas também para ser um dia de intensiva reivindicação para que as autoridades governamentais e todos empregadores saibam valorizar cada funcionário e funcionária.
A data deveria servir, igualmente, para definir estratégias de promoção de empregos dignos e salários que não só servem para sobreviver, mas fundamentalmente, para o bem-estar de quem trabalha. Aliás, ninguém deve trabalhar somente para pagar as contas, mas para ver sua vida melhorando cada vez mais.
O bom emprego não é definido somente pelo salário alto, porém deve ser caracterizado pelas condições humanas do trabalho.
A justiça trabalhista está ligada à justiça distributiva, pois consiste em proporcionar: direito ao emprego, salário digno, férias e excelente ambiente de trabalho ( saúde, companheirismo e fraternidade da comunidade dos trabalhadores).
Em pleno século XXI, constata-se ainda a existência e insistência de trabalhos análogos à escravatura porque não há profunda fiscalização ou por causa de corrupção ninguém penaliza os infratores.
Que este dia seja também de condenar os patrões que querem perpetuar a escravidão para ficarem ricos graças a mão-de-obra barata.
Muitos migrantes, para que continuem no país onde se refugiaram, isto é, com medo de serem expulsos, algumas vezes, tornam-se vítimas de abusos pelos seus patrões ou colegas nativos. Que haja organismos que acompanham cada um deles para que ganhem o que merecem e sejam respeitados.
As mulheres, muitas delas, chefes das suas próprias famílias, devem merecer um tratamento digno que parte pela igualdade salarial. Pois não basta falar da igualdade de gênero se os pontos cruciais são jogados fora.
Em suma, na celebração do primeiro de maio, seja um dia de profunda reflexão para superarmos as desigualdades sociais provocadas por um lado, pelo desemprego, corrupção e promoção de trabalhos forçados e péssimos salários, por outro lado, pela falta de inclusão social .
Viva o Primeiro de Maio.
Viva o trabalho digno!
Que Deus abençoe a cada trabalhador e trabalhadora por intercessão de são José Operário.
Servo inútil,
Pe. Fonseca Kwiriwi, CP