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ASSUNÇÃO DA VIRGEM SANTÍSSIMA

Pela relevância litúrgica, a solenidade será celebrada no domingo, dia 18 de agosto.

*INVOCAÇÃO AO DIVINO ESPÍRITO SANTO*

Vinde Espírito Santo enchei os corações dos vossos fiéis e acendei neles o fogo do vosso Amor.
Enviai Senhor o vosso Espírito e tudo será criado e renovareis a face da terra.
*Oremos:*
Ó Deus, que instruístes os corações dos vossos fiéis, com a luz do Espírito Santo, fazei que apreciemos retamente todas as coisas segundo o mesmo Espírito e gozemos sempre da sua consolação.Por Cristo Senhor Nosso. Amém.

*SAUDAÇÃO ANGELICAL A VIRGEM STA MARIA*

(Angelus)

O Anjo do Senhor anunciou a Maria!
E ela concebeu do Espírito Santo.
(Ave Maria)

Eis aqui a Serva do Senhor!
Faça-se em mim segundo a vossa palavra.
(Ave Maria)

E o Verbo se fez carne!
E habitou entre nós.
(Ave Maria)

Rogai por nós, Santa Mãe de Deus!
Para que sejamos dignos das promessas de Cristo.

Oremos: Infundi, Senhor, a vossa graça em nossos corações, para que nós, que, conhecendo pela anunciação do Anjo, a Encarnação de Jesus Cristo, vosso Filho, por sua paixão e morte de cruz, cheguemos à glória da Ressurreição! Por mesmo Cristo, Senhor Nosso. Amém.
V/. Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo
R/. Como era no princípio, agora e sempre. Amém! (3X)

*LITURGIA DA PALAVRA*

PRIMEIRA LEITURA
Prepara para ti uma bagagem de exilado,
em pleno dia, à vista deles.

Leitura da Profecia de Ezequiel 12,1-12

1
A palavra do Senhor
foi-me dirigida nestes termos:
2
“Filho do homem,
estás morando no meio de um povo rebelde.
Eles têm olhos para ver e não veem,
ouvidos para ouvir e não ouvem,
pois são um povo rebelde.
3
Quanto a ti, Filho do homem,
prepara para ti uma bagagem de exilado,
em pleno dia, à vista deles.
Emigrarás do lugar onde estás,
à vista deles, para outro lugar.
Talvez percebam que são um povo rebelde.
4
Deverás tirar a bagagem em pleno dia,
à vista deles,
como se fosse a bagagem de um exilado.
Mas deverás sair à tarde, à vista deles,
como quem vai para o exílio.
5
À vista deles deverás cavar para ti um buraco no muro,
pelo qual sairás;
6
deverás carregar a bagagem nas costas
e retirá-la no escuro.
Deverás cobrir a face para não ver o país,
pois eu fiz de ti um sinal para a casa de Israel”.
7
Eu fiz assim como me foi ordenado.
Tirei a bagagem durante o dia,
como se fosse a bagagem de exilado;
à tarde, abri com a mão um buraco no muro.
Saí ao escuro,
carregando a bagagem às costas, diante deles.
8
De manhã, a palavra do Senhor
foi-me dirigida nestes termos:
9
“Filho do homem,
não te perguntaram os da casa de Israel,
essa gente rebelde,
o que estavas fazendo?
10
Dize-lhes:
Assim fala o Senhor Deus:
Este oráculo refere-se ao príncipe de Jerusalém
e a toda a casa de Israel que está na cidade.
11
Dize:
Eu sou um sinal para vós.
Assim como eu fiz, assim será feito com eles:
irão cativos para o exílio.
12
O príncipe que está no meio deles
levará a bagagem às costas e sairá ao escuro.
Farão no muro um buraco para sair por ele.
O príncipe cobrirá o rosto
para não ver com seus olhos o país”.
Palavra do Senhor.

Salmo responsorial
Sl 77(78),56-57.58-59.61-62 (R. cf. 7c)

R. Das obras do Senhor não se esqueçam.

56
Mesmo assim, eles tentaram o Altíssimo, *
recusando-se a guardar os seus preceitos.
57
Como seus pais, se transviaram, e o traíram *
como um arco enganador que volta atrás; R.

58
irritaram-no com seus lugares altos, *
provocaram-lhe o ciúme com seus ídolos.
59
Deus ouviu e enfureceu-se contra eles, *
e repeliu com violência a Israel. R.

61
Entregou a sua arca ao cativeiro, *
e às mãos do inimigo a sua glória;
62
fez perecer seu povo eleito pela espada, *
e contra a sua herança enfureceu-se. R.

Aclamação ao Evangelho
Sl 118 (119),135

R. Aleluia, Aleluia, Aleluia.
V. Fazei brilhar vosso semblante ao vosso servo
e ensinai-me vossas leis e mandamentos!

EVANGELHO
Não te digo até sete vezes, mas até setenta vezes sete.

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus 18,21-19,1

Naquele tempo,
21
Pedro aproximou-se de Jesus e perguntou:
“Senhor, quantas vezes devo perdoar,
se meu irmão pecar contra mim?
Até sete vezes?”
22
Jesus respondeu:
“Não te digo até sete vezes,
mas até setenta vezes sete.
23
Porque o Reino dos Céus é como um rei
que resolveu acertar as contas com seus empregados.
24
Quando começou o acerto,
trouxeram-lhe um que lhe devia uma enorme fortuna.
25
Como o empregado não tivesse com que pagar,
o patrão mandou que fosse vendido como escravo,
junto com a mulher e os filhos
e tudo o que possuía,
para que pagasse a dívida.
26
O empregado, porém, caiu aos pés do patrão,
e, prostrado, suplicava:
‘Dá-me um prazo! E eu te pagarei tudo’.
27
Diante disso, o patrão teve compaixão,
soltou o empregado e perdoou-lhe a dívida.
28
Ao sair dali,
aquele empregado encontrou um dos seus companheiros
que lhe devia apenas cem moedas.
Ele o agarrou e começou a sufocá-lo, dizendo:
‘Paga o que me deves’.
29
O companheiro, caindo aos seus pés, suplicava:
‘Dá-me um prazo! E eu te pagarei’.
30
Mas o empregado não quis saber disso.
Saiu e mandou jogá-lo na prisão,
até que pagasse o que devia.
31
Vendo o que havia acontecido,
os outros empregados ficaram muito tristes,
procuraram o patrão e lhe contaram tudo.
32
Então o patrão mandou chamá-lo e lhe disse:
“Empregado perverso,
eu te perdoei toda a tua dívida,
porque tu me suplicaste.
33
Não devias tu também,
ter compaixão do teu companheiro,
como eu tive compaixão de ti?”
34
O patrão indignou-se
e mandou entregar aquele empregado aos torturadores,
até que pagasse toda a sua dívida.
35
É assim que o meu Pai que está nos céus
fará convosco,
se cada um não perdoar de coração ao seu irmão”.
19,1
Ao terminar estes discursos,
Jesus deixou a Galileia
e veio para o território da Judeia além do Jordão.
Palavra da Salvação.

Sobre as oferendas
Senhor, acolhei com misericórdia
os dons que concedestes à vossa Igreja
e ela agora vos apresenta.
Transformai-os por vosso poder
em sacramento da nossa salvação.
Por Cristo, nosso Senhor.

Antífona da comunhãoCf. Sl 147,12.14
Glorifica o Senhor, Jerusalém,
ele te dá como alimento a flor do trigo.
Ou:Jo 6,51
O pão que eu darei é a minha carne
dada para a vida do mundo, diz o Senhor.

Depois da comunhão
Ó Senhor, a comunhão do vosso sacramento,
que acabamos de receber,
nos salve e nos confirme na luz da vossa verdade.
Por Cristo, nosso Senhor.

*REFLEXÃO*

Do Tratado sobre a verdadeira imagem do cristão, de São Gregório de Nissa, bispo
(PG 46, 259-262)
(Séc. IV)

Temos Cristo, nossa paz e nossa luz
É ele nossa paz, ele que de duas coisas fez uma só (Ef 2,14). Ao refletirmos que Cristo é a paz, mostraremos qual o verdadeiro nome do cristão, se pela paz que está em nós expressarmos Cristo por nossa vida. Ele destruiu a inimizade (cf. Ef 2,16), como diz o Apóstolo. Não consintamos de modo algum que ela reviva em nós, mas declaremo-la totalmente morta. Não aconteça que, maravilhosamente destruída por Deus para nossa salvação, venhamos, para ruína de nossa alma, cheios de cólera e de lembranças das injúrias, a reerguê-la, quando jazia tão bem morta, chamando-a perversamente de novo à vida.
Tendo nós, porém, a Cristo que é a paz, matemos igualmente a inimizade, para que testemunhemos por nossa vida aquilo que cremos existir nele. Se, derrubando a parede intermédia, dos dois criou em si mesmo um só homem, fazendo a paz, assim também nós, reconciliemo-nos não apenas com aqueles que nos combatem do exterior, mas ainda com os que incitam sedições dentro de nós mesmos. Que a carne não mais tenha desejos contrários ao espírito, nem o espírito contra a carne. Mas submetida a prudência da carne à lei divina, reedificados como um homem novo e pacífico, de dois feitos um só, tenhamos a paz em nós.
Na paz se define a concórdia dos adversários. Por isto, terminada a guerra intestina de nossa natureza, cultivando a paz, tornamo-nos paz e manifestamos em nós este verdadeiro e próprio nome de Cristo.
Cristo é ainda a luz verdadeira, totalmente estranha à mentira; sabemos então que também nossa vida tem de ser iluminada pelos raios da verdadeira luz. Os raios do sol da justiça são as virtudes que dele emanam para iluminar-nos, para que rejeitemos as obras das trevas e caminhemos nobremente como em pleno dia (cf. Rm 13,13). Pelo repúdio de toda ação vergonhosa e escusa, agindo sempre na claridade, tornamo-nos nós também luz e, o que é próprio da luz, resplandeceremos para os outros pelas obras.
Considerando Cristo como santificação, se nos abstivermos de tudo quanto é mau e impuro, seja nas ações, seja nos pensamentos, apareceremos como verdadeiros participantes deste seu nome, uma vez que, não por palavras, mas pelos atos de nossa vida, manifestamos o poder da santificação.

*SENHOR,* eu vos agradeço por terdes morrido na Cruz pelos meus pecados, meu Jesus, misericórdia.

Servo inútil,
Pe. Fonseca Kwiriwi, CP

*

 

 

*15 de agosto 2024*

 

ASSUNÇÃO DA VIRGEM SANTÍSSIMA

 

Pela relevância litúrgica, a solenidade será celebrada no domingo, dia 18 de agosto.

 

 

*INVOCAÇÃO AO DIVINO ESPÍRITO SANTO*

 

Vinde Espírito Santo enchei os corações dos vossos fiéis e acendei neles o fogo do vosso Amor.

Enviai Senhor o vosso Espírito e tudo será criado e renovareis a face da terra.

*Oremos:*

Ó Deus, que instruístes os corações dos vossos fiéis, com a luz do Espírito Santo, fazei que apreciemos retamente todas as coisas segundo o mesmo Espírito e gozemos sempre da sua consolação.Por Cristo Senhor Nosso. Amém.

 

*SAUDAÇÃO ANGELICAL A VIRGEM STA MARIA*

 

(Angelus)

 

O Anjo do Senhor anunciou a Maria!

E ela concebeu do Espírito Santo.

(Ave Maria)

 

Eis aqui a Serva do Senhor!

Faça-se em mim segundo a vossa palavra.

(Ave Maria)

 

E o Verbo se fez carne!

E habitou entre nós.

(Ave Maria)

 

Rogai por nós, Santa Mãe de Deus!

Para que sejamos dignos das promessas de Cristo.

 

Oremos: Infundi, Senhor, a vossa graça em nossos corações, para que nós, que, conhecendo pela anunciação do Anjo, a Encarnação de Jesus Cristo, vosso Filho, por sua paixão e morte de cruz, cheguemos à glória da Ressurreição! Por mesmo Cristo, Senhor Nosso. Amém.

V/. Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo

R/. Como era no princípio, agora e sempre. Amém! (3X)

 

 

*LITURGIA DA PALAVRA*

 

PRIMEIRA LEITURA

Prepara para ti uma bagagem de exilado,

em pleno dia, à vista deles.

 

Leitura da Profecia de Ezequiel 12,1-12

 

1

A palavra do Senhor

foi-me dirigida nestes termos:

2

“Filho do homem,

estás morando no meio de um povo rebelde.

Eles têm olhos para ver e não veem,

ouvidos para ouvir e não ouvem,

pois são um povo rebelde.

3

Quanto a ti, Filho do homem,

prepara para ti uma bagagem de exilado,

em pleno dia, à vista deles.

Emigrarás do lugar onde estás,

à vista deles, para outro lugar.

Talvez percebam que são um povo rebelde.

4

Deverás tirar a bagagem em pleno dia,

à vista deles,

como se fosse a bagagem de um exilado.

Mas deverás sair à tarde, à vista deles,

como quem vai para o exílio.

5

À vista deles deverás cavar para ti um buraco no muro,

pelo qual sairás;

6

deverás carregar a bagagem nas costas

e retirá-la no escuro.

Deverás cobrir a face para não ver o país,

pois eu fiz de ti um sinal para a casa de Israel”.

7

Eu fiz assim como me foi ordenado.

Tirei a bagagem durante o dia,

como se fosse a bagagem de exilado;

à tarde, abri com a mão um buraco no muro.

Saí ao escuro,

carregando a bagagem às costas, diante deles.

8

De manhã, a palavra do Senhor

foi-me dirigida nestes termos:

9

“Filho do homem,

não te perguntaram os da casa de Israel,

essa gente rebelde,

o que estavas fazendo?

10

Dize-lhes:

Assim fala o Senhor Deus:

Este oráculo refere-se ao príncipe de Jerusalém

e a toda a casa de Israel que está na cidade.

11

Dize:

Eu sou um sinal para vós.

Assim como eu fiz, assim será feito com eles:

irão cativos para o exílio.

12

O príncipe que está no meio deles

levará a bagagem às costas e sairá ao escuro.

Farão no muro um buraco para sair por ele.

O príncipe cobrirá o rosto

para não ver com seus olhos o país”.

Palavra do Senhor.

 

Salmo responsorial

Sl 77(78),56-57.58-59.61-62 (R. cf. 7c)

 

R. Das obras do Senhor não se esqueçam.

 

56

Mesmo assim, eles tentaram o Altíssimo, *

recusando-se a guardar os seus preceitos.

57

Como seus pais, se transviaram, e o traíram *

como um arco enganador que volta atrás; R.

 

58

irritaram-no com seus lugares altos, *

provocaram-lhe o ciúme com seus ídolos.

59

Deus ouviu e enfureceu-se contra eles, *

e repeliu com violência a Israel. R.

 

61

Entregou a sua arca ao cativeiro, *

e às mãos do inimigo a sua glória;

62

fez perecer seu povo eleito pela espada, *

e contra a sua herança enfureceu-se. R.

 

Aclamação ao Evangelho

Sl 118 (119),135

 

R. Aleluia, Aleluia, Aleluia.

V. Fazei brilhar vosso semblante ao vosso servo

e ensinai-me vossas leis e mandamentos!

 

EVANGELHO

Não te digo até sete vezes, mas até setenta vezes sete.

 

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus 18,21-19,1

 

 

Naquele tempo,

21

Pedro aproximou-se de Jesus e perguntou:

“Senhor, quantas vezes devo perdoar,

se meu irmão pecar contra mim?

Até sete vezes?”

22

Jesus respondeu:

“Não te digo até sete vezes,

mas até setenta vezes sete.

23

Porque o Reino dos Céus é como um rei

que resolveu acertar as contas com seus empregados.

24

Quando começou o acerto,

trouxeram-lhe um que lhe devia uma enorme fortuna.

25

Como o empregado não tivesse com que pagar,

o patrão mandou que fosse vendido como escravo,

junto com a mulher e os filhos

e tudo o que possuía,

para que pagasse a dívida.

26

O empregado, porém, caiu aos pés do patrão,

e, prostrado, suplicava:

‘Dá-me um prazo! E eu te pagarei tudo’.

27

Diante disso, o patrão teve compaixão,

soltou o empregado e perdoou-lhe a dívida.

28

Ao sair dali,

aquele empregado encontrou um dos seus companheiros

que lhe devia apenas cem moedas.

Ele o agarrou e começou a sufocá-lo, dizendo:

‘Paga o que me deves’.

29

O companheiro, caindo aos seus pés, suplicava:

‘Dá-me um prazo! E eu te pagarei’.

30

Mas o empregado não quis saber disso.

Saiu e mandou jogá-lo na prisão,

até que pagasse o que devia.

31

Vendo o que havia acontecido,

os outros empregados ficaram muito tristes,

procuraram o patrão e lhe contaram tudo.

32

Então o patrão mandou chamá-lo e lhe disse:

“Empregado perverso,

eu te perdoei toda a tua dívida,

porque tu me suplicaste.

33

Não devias tu também,

ter compaixão do teu companheiro,

como eu tive compaixão de ti?”

34

O patrão indignou-se

e mandou entregar aquele empregado aos torturadores,

até que pagasse toda a sua dívida.

35

É assim que o meu Pai que está nos céus

fará convosco,

se cada um não perdoar de coração ao seu irmão”.

19,1

Ao terminar estes discursos,

Jesus deixou a Galileia

e veio para o território da Judeia além do Jordão.

Palavra da Salvação.

 

Sobre as oferendas

Senhor, acolhei com misericórdia

os dons que concedestes à vossa Igreja

e ela agora vos apresenta.

Transformai-os por vosso poder

em sacramento da nossa salvação.

Por Cristo, nosso Senhor.

 

Antífona da comunhãoCf. Sl 147,12.14

Glorifica o Senhor, Jerusalém,

ele te dá como alimento a flor do trigo.

Ou:Jo 6,51

O pão que eu darei é a minha carne

dada para a vida do mundo, diz o Senhor.

 

Depois da comunhão

Ó Senhor, a comunhão do vosso sacramento,

que acabamos de receber,

nos salve e nos confirme na luz da vossa verdade.

Por Cristo, nosso Senhor.

 

 

*REFLEXÃO*

 

Do Tratado sobre a verdadeira imagem do cristão, de São Gregório de Nissa, bispo

(PG 46, 259-262)

(Séc. IV)

 

Temos Cristo, nossa paz e nossa luz

É ele nossa paz, ele que de duas coisas fez uma só (Ef 2,14). Ao refletirmos que Cristo é a paz, mostraremos qual o verdadeiro nome do cristão, se pela paz que está em nós expressarmos Cristo por nossa vida. Ele destruiu a inimizade (cf. Ef 2,16), como diz o Apóstolo. Não consintamos de modo algum que ela reviva em nós, mas declaremo-la totalmente morta. Não aconteça que, maravilhosamente destruída por Deus para nossa salvação, venhamos, para ruína de nossa alma, cheios de cólera e de lembranças das injúrias, a reerguê-la, quando jazia tão bem morta, chamando-a perversamente de novo à vida.

Tendo nós, porém, a Cristo que é a paz, matemos igualmente a inimizade, para que testemunhemos por nossa vida aquilo que cremos existir nele. Se, derrubando a parede intermédia, dos dois criou em si mesmo um só homem, fazendo a paz, assim também nós, reconciliemo-nos não apenas com aqueles que nos combatem do exterior, mas ainda com os que incitam sedições dentro de nós mesmos. Que a carne não mais tenha desejos contrários ao espírito, nem o espírito contra a carne. Mas submetida a prudência da carne à lei divina, reedificados como um homem novo e pacífico, de dois feitos um só, tenhamos a paz em nós.

Na paz se define a concórdia dos adversários. Por isto, terminada a guerra intestina de nossa natureza, cultivando a paz, tornamo-nos paz e manifestamos em nós este verdadeiro e próprio nome de Cristo.

Cristo é ainda a luz verdadeira, totalmente estranha à mentira; sabemos então que também nossa vida tem de ser iluminada pelos raios da verdadeira luz. Os raios do sol da justiça são as virtudes que dele emanam para iluminar-nos, para que rejeitemos as obras das trevas e caminhemos nobremente como em pleno dia (cf. Rm 13,13). Pelo repúdio de toda ação vergonhosa e escusa, agindo sempre na claridade, tornamo-nos nós também luz e, o que é próprio da luz, resplandeceremos para os outros pelas obras.

Considerando Cristo como santificação, se nos abstivermos de tudo quanto é mau e impuro, seja nas ações, seja nos pensamentos, apareceremos como verdadeiros participantes deste seu nome, uma vez que, não por palavras, mas pelos atos de nossa vida, manifestamos o poder da santificação.

 

 

*SENHOR,* eu vos agradeço por terdes morrido na Cruz pelos meus pecados, meu Jesus, misericórdia.

 

 

Servo inútil,

Pe. Fonseca Kwiriwi, CP

*A PALAVRA DE DEUS:*
*fonte de água viva!*

*QUINTA-FEIRA DA 19ª SEMANA DO TEMPO COMUM: ANO B*

*15 de agosto 2024*

ASSUNÇÃO DA VIRGEM SANTÍSSIMA

Pela relevância litúrgica, a solenidade será celebrada no domingo, dia 18 de agosto.

*INVOCAÇÃO AO DIVINO ESPÍRITO SANTO*

Vinde Espírito Santo enchei os corações dos vossos fiéis e acendei neles o fogo do vosso Amor.
Enviai Senhor o vosso Espírito e tudo será criado e renovareis a face da terra.
*Oremos:*
Ó Deus, que instruístes os corações dos vossos fiéis, com a luz do Espírito Santo, fazei que apreciemos retamente todas as coisas segundo o mesmo Espírito e gozemos sempre da sua consolação.Por Cristo Senhor Nosso. Amém.

*SAUDAÇÃO ANGELICAL A VIRGEM STA MARIA*

(Angelus)

O Anjo do Senhor anunciou a Maria!
E ela concebeu do Espírito Santo.
(Ave Maria)

Eis aqui a Serva do Senhor!
Faça-se em mim segundo a vossa palavra.
(Ave Maria)

E o Verbo se fez carne!
E habitou entre nós.
(Ave Maria)

Rogai por nós, Santa Mãe de Deus!
Para que sejamos dignos das promessas de Cristo.

Oremos: Infundi, Senhor, a vossa graça em nossos corações, para que nós, que, conhecendo pela anunciação do Anjo, a Encarnação de Jesus Cristo, vosso Filho, por sua paixão e morte de cruz, cheguemos à glória da Ressurreição! Por mesmo Cristo, Senhor Nosso. Amém.
V/. Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo
R/. Como era no princípio, agora e sempre. Amém! (3X)

*LITURGIA DA PALAVRA*

PRIMEIRA LEITURA
Prepara para ti uma bagagem de exilado,
em pleno dia, à vista deles.

Leitura da Profecia de Ezequiel 12,1-12

1
A palavra do Senhor
foi-me dirigida nestes termos:
2
“Filho do homem,
estás morando no meio de um povo rebelde.
Eles têm olhos para ver e não veem,
ouvidos para ouvir e não ouvem,
pois são um povo rebelde.
3
Quanto a ti, Filho do homem,
prepara para ti uma bagagem de exilado,
em pleno dia, à vista deles.
Emigrarás do lugar onde estás,
à vista deles, para outro lugar.
Talvez percebam que são um povo rebelde.
4
Deverás tirar a bagagem em pleno dia,
à vista deles,
como se fosse a bagagem de um exilado.
Mas deverás sair à tarde, à vista deles,
como quem vai para o exílio.
5
À vista deles deverás cavar para ti um buraco no muro,
pelo qual sairás;
6
deverás carregar a bagagem nas costas
e retirá-la no escuro.
Deverás cobrir a face para não ver o país,
pois eu fiz de ti um sinal para a casa de Israel”.
7
Eu fiz assim como me foi ordenado.
Tirei a bagagem durante o dia,
como se fosse a bagagem de exilado;
à tarde, abri com a mão um buraco no muro.
Saí ao escuro,
carregando a bagagem às costas, diante deles.
8
De manhã, a palavra do Senhor
foi-me dirigida nestes termos:
9
“Filho do homem,
não te perguntaram os da casa de Israel,
essa gente rebelde,
o que estavas fazendo?
10
Dize-lhes:
Assim fala o Senhor Deus:
Este oráculo refere-se ao príncipe de Jerusalém
e a toda a casa de Israel que está na cidade.
11
Dize:
Eu sou um sinal para vós.
Assim como eu fiz, assim será feito com eles:
irão cativos para o exílio.
12
O príncipe que está no meio deles
levará a bagagem às costas e sairá ao escuro.
Farão no muro um buraco para sair por ele.
O príncipe cobrirá o rosto
para não ver com seus olhos o país”.
Palavra do Senhor.

Salmo responsorial
Sl 77(78),56-57.58-59.61-62 (R. cf. 7c)

R. Das obras do Senhor não se esqueçam.

56
Mesmo assim, eles tentaram o Altíssimo, *
recusando-se a guardar os seus preceitos.
57
Como seus pais, se transviaram, e o traíram *
como um arco enganador que volta atrás; R.

58
irritaram-no com seus lugares altos, *
provocaram-lhe o ciúme com seus ídolos.
59
Deus ouviu e enfureceu-se contra eles, *
e repeliu com violência a Israel. R.

61
Entregou a sua arca ao cativeiro, *
e às mãos do inimigo a sua glória;
62
fez perecer seu povo eleito pela espada, *
e contra a sua herança enfureceu-se. R.

Aclamação ao Evangelho
Sl 118 (119),135

R. Aleluia, Aleluia, Aleluia.
V. Fazei brilhar vosso semblante ao vosso servo
e ensinai-me vossas leis e mandamentos!

EVANGELHO
Não te digo até sete vezes, mas até setenta vezes sete.

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus 18,21-19,1

Naquele tempo,
21
Pedro aproximou-se de Jesus e perguntou:
“Senhor, quantas vezes devo perdoar,
se meu irmão pecar contra mim?
Até sete vezes?”
22
Jesus respondeu:
“Não te digo até sete vezes,
mas até setenta vezes sete.
23
Porque o Reino dos Céus é como um rei
que resolveu acertar as contas com seus empregados.
24
Quando começou o acerto,
trouxeram-lhe um que lhe devia uma enorme fortuna.
25
Como o empregado não tivesse com que pagar,
o patrão mandou que fosse vendido como escravo,
junto com a mulher e os filhos
e tudo o que possuía,
para que pagasse a dívida.
26
O empregado, porém, caiu aos pés do patrão,
e, prostrado, suplicava:
‘Dá-me um prazo! E eu te pagarei tudo’.
27
Diante disso, o patrão teve compaixão,
soltou o empregado e perdoou-lhe a dívida.
28
Ao sair dali,
aquele empregado encontrou um dos seus companheiros
que lhe devia apenas cem moedas.
Ele o agarrou e começou a sufocá-lo, dizendo:
‘Paga o que me deves’.
29
O companheiro, caindo aos seus pés, suplicava:
‘Dá-me um prazo! E eu te pagarei’.
30
Mas o empregado não quis saber disso.
Saiu e mandou jogá-lo na prisão,
até que pagasse o que devia.
31
Vendo o que havia acontecido,
os outros empregados ficaram muito tristes,
procuraram o patrão e lhe contaram tudo.
32
Então o patrão mandou chamá-lo e lhe disse:
“Empregado perverso,
eu te perdoei toda a tua dívida,
porque tu me suplicaste.
33
Não devias tu também,
ter compaixão do teu companheiro,
como eu tive compaixão de ti?”
34
O patrão indignou-se
e mandou entregar aquele empregado aos torturadores,
até que pagasse toda a sua dívida.
35
É assim que o meu Pai que está nos céus
fará convosco,
se cada um não perdoar de coração ao seu irmão”.
19,1
Ao terminar estes discursos,
Jesus deixou a Galileia
e veio para o território da Judeia além do Jordão.
Palavra da Salvação.

Sobre as oferendas
Senhor, acolhei com misericórdia
os dons que concedestes à vossa Igreja
e ela agora vos apresenta.
Transformai-os por vosso poder
em sacramento da nossa salvação.
Por Cristo, nosso Senhor.

Antífona da comunhãoCf. Sl 147,12.14
Glorifica o Senhor, Jerusalém,
ele te dá como alimento a flor do trigo.
Ou:Jo 6,51
O pão que eu darei é a minha carne
dada para a vida do mundo, diz o Senhor.

Depois da comunhão
Ó Senhor, a comunhão do vosso sacramento,
que acabamos de receber,
nos salve e nos confirme na luz da vossa verdade.
Por Cristo, nosso Senhor.

*REFLEXÃO*

Do Tratado sobre a verdadeira imagem do cristão, de São Gregório de Nissa, bispo
(PG 46, 259-262)
(Séc. IV)

Temos Cristo, nossa paz e nossa luz
É ele nossa paz, ele que de duas coisas fez uma só (Ef 2,14). Ao refletirmos que Cristo é a paz, mostraremos qual o verdadeiro nome do cristão, se pela paz que está em nós expressarmos Cristo por nossa vida. Ele destruiu a inimizade (cf. Ef 2,16), como diz o Apóstolo. Não consintamos de modo algum que ela reviva em nós, mas declaremo-la totalmente morta. Não aconteça que, maravilhosamente destruída por Deus para nossa salvação, venhamos, para ruína de nossa alma, cheios de cólera e de lembranças das injúrias, a reerguê-la, quando jazia tão bem morta, chamando-a perversamente de novo à vida.
Tendo nós, porém, a Cristo que é a paz, matemos igualmente a inimizade, para que testemunhemos por nossa vida aquilo que cremos existir nele. Se, derrubando a parede intermédia, dos dois criou em si mesmo um só homem, fazendo a paz, assim também nós, reconciliemo-nos não apenas com aqueles que nos combatem do exterior, mas ainda com os que incitam sedições dentro de nós mesmos. Que a carne não mais tenha desejos contrários ao espírito, nem o espírito contra a carne. Mas submetida a prudência da carne à lei divina, reedificados como um homem novo e pacífico, de dois feitos um só, tenhamos a paz em nós.
Na paz se define a concórdia dos adversários. Por isto, terminada a guerra intestina de nossa natureza, cultivando a paz, tornamo-nos paz e manifestamos em nós este verdadeiro e próprio nome de Cristo.
Cristo é ainda a luz verdadeira, totalmente estranha à mentira; sabemos então que também nossa vida tem de ser iluminada pelos raios da verdadeira luz. Os raios do sol da justiça são as virtudes que dele emanam para iluminar-nos, para que rejeitemos as obras das trevas e caminhemos nobremente como em pleno dia (cf. Rm 13,13). Pelo repúdio de toda ação vergonhosa e escusa, agindo sempre na claridade, tornamo-nos nós também luz e, o que é próprio da luz, resplandeceremos para os outros pelas obras.
Considerando Cristo como santificação, se nos abstivermos de tudo quanto é mau e impuro, seja nas ações, seja nos pensamentos, apareceremos como verdadeiros participantes deste seu nome, uma vez que, não por palavras, mas pelos atos de nossa vida, manifestamos o poder da santificação.

*SENHOR,* eu vos agradeço por terdes morrido na Cruz pelos meus pecados, meu Jesus, misericórdia.

Servo inútil,
Pe. Fonseca Kwiriwi, CP