MEMÓRIA DO MARTÍRIO DE SÃO JOÃO BATISTA
A censura que João Baptista fez a Herodes Agripa pela sua conduta desonesta e imoral que o Evangelho nos descreve, valeu-lhe a morte por degolação (Mt 14, 1-12). É o seu nascimento para o céu que a Igreja hoje celebra.
INVOCAÇÃO AO DIVINO ESPÍRITO SANTO
Vinde Espírito Santo enchei os corações dos vossos fiéis e acendei neles o fogo do vosso Amor.
Enviai Senhor o vosso Espírito e tudo será criado e renovareis a face da terra.
Oremos:
Ó Deus, que instruístes os corações dos vossos fiéis, com a luz do Espírito Santo, fazei que apreciemos retamente todas as coisas segundo o mesmo Espírito e gozemos sempre da sua consolação.Por Cristo Senhor Nosso. Amém.
SAUDAÇÃO ANGELICAL A VIRGEM STA MARIA
(Angelus)
O Anjo do Senhor anunciou a Maria!
E ela concebeu do Espírito Santo.
(Ave Maria)
Eis aqui a Serva do Senhor!
Faça-se em mim segundo a vossa palavra.
(Ave Maria)
E o Verbo se fez carne!
E habitou entre nós.
(Ave Maria)
Rogai por nós, Santa Mãe de Deus!
Para que sejamos dignos das promessas de Cristo.
Oremos: Infundi, Senhor, a vossa graça em nossos corações, para que nós, que, conhecendo pela anunciação do Anjo, a Encarnação de Jesus Cristo, vosso Filho, por sua paixão e morte de cruz, cheguemos à glória da Ressurreição! Por mesmo Cristo, Senhor Nosso. Amém.
V/. Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo
R/. Como era no princípio, agora e sempre. Amém! (3X)
LITURGIA DA PALAVRA
PRIMEIRA LEITURA
Comunica-lhes tudo que eu te mandar dizer:
não tenhas medo em sua presença.
Leitura do Livro do Profeta Jeremias 1,17-19
Naqueles dias,
a Palavra do Senhor foi-me dirigida:
17
“Vamos, põe a roupa e o cinto,
levanta-te e comunica-lhes
tudo que eu te mandar dizer:
não tenhas medo,
senão, eu te farei tremer na presença deles.
18
Com efeito, eu te transformarei hoje
numa cidade fortificada,
numa coluna de ferro,
num muro de bronze
contra todo o mundo,
frente aos reis de Judá e seus príncipes,
aos sacerdotes e ao povo da terra;
19
eles farão guerra contra ti,
mas não prevalecerão,
porque eu estou contigo
para defender-te”,
diz o Senhor.
Palavra do Senhor.
Salmo responsorial
Sl 70(71),1-2.3-4a.5-6ab.15ab e 17 (R. 15a)
R. Minha boca anunciará vossa justiça.
1
Eu procuro meu refúgio em vós, Senhor: *
que eu não seja envergonhado para sempre!
2
Porque sois justo, defendei-me e libertai-me! *
Escutai a minha voz, vinde salvar-me! R.
3
Sede uma rocha protetora para mim, *
um abrigo bem seguro que me salve!
Porque sois a minha força e meu amparo, †
o meu refúgio, proteção e segurança! *
4a
Libertai-me, ó meu Deus, das mãos do ímpio. R.
5
Porque sois, ó Senhor Deus, minha esperança, *
em vós confio desde a minha juventude!
6a
Sois meu apoio desde antes que eu nascesse, *
6b
desde o seio maternal, o meu amparo. R.
15a
Minha boca anunciará todos os dias *
15b
vossa justiça e vossas graças incontáveis.
17
Vós me ensinastes desde a minha juventude, *
e até hoje canto as vossas maravilhas. R.
Aclamação ao Evangelho
Mt 5,10
R. Aleluia, Aleluia, Aleluia.
V. Felizes os que são perseguidos,
por causa da justiça do Senhor,
porque o Reino dos Céus há de ser deles!
EVANGELHO
“Quero que me dês agora, num prato, a cabeça de João Batista”.
Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Marcos 6,17-29
Naquele tempo,
17
Herodes tinha mandado prender João,
e colocá-lo acorrentado na prisão.
Fez isso por causa de Herodíades,
mulher do seu irmão Filipe,
com quem se tinha casado.
18
João dizia a Herodes:
“Não te é permitido
ficar com a mulher do teu irmão”.
19
Por isso Herodíades o odiava
e queria matá-lo, mas não podia.
20
Com efeito, Herodes tinha medo de João,
pois sabia que ele era justo e santo,
e por isso o protegia.
Gostava de ouvi-lo,
embora ficasse embaraçado quando o escutava.
21
Finalmente, chegou o dia oportuno.
Era o aniversário de Herodes,
e ele fez um grande banquete
para os grandes da corte, os oficiais
e os cidadãos importantes da Galileia.
22
A filha de Herodíades entrou e dançou,
agradando a Herodes e seus convidados.
Então o rei disse à moça:
“Pede-me o que quiseres e eu to darei”.
23
E lhe jurou dizendo:
“Eu te darei qualquer coisa que me pedires,
ainda que seja a metade do meu reino”.
24
Ela saiu e perguntou à mãe:
“O que vou pedir?”
A mãe respondeu:
“A cabeça de João Batista”.
25
E, voltando depressa para junto do rei, pediu:
“Quero que me dês agora, num prato,
a cabeça de João Batista”.
26
O rei ficou muito triste, mas não pôde recusar.
Ele tinha feito o juramento diante dos convidados.
27
Imediatamente, o rei mandou
que um soldado fosse buscar a cabeça de João.
O soldado saiu, degolou-o na prisão,
28
trouxe a cabeça num prato e a deu à moça.
Ela a entregou à sua mãe.
29
Ao saberem disso, os discípulos de João foram lá,
levaram o cadáver e o sepultaram.
Palavra da Salvação.
REFLEXÃO
Das Homilias de São Beda Venerável, presbítero
(Hom. 23: CCL 122, 354.356-357) (Sec. VIII)
Precursor de Cristo no nascimento e na morte
O santo precursor do nascimento, da pregação e da morte do Senhor, mostrou no momento da sua luta suprema uma coragem digna de atrair o olhar de Deus. Como diz a Escritura: Se aos olhos dos homens foi atormentado, a sua esperança estava cheia de imortalidade. Com razão celebramos festivamente o dia do seu novo nascimento, dia que ele tornou memorável com a sua própria morte e ilustrou com a gloriosa púrpura do seu sangue. Merecidamente veneramos com alegria espiritual a memória daquele que selou com o martírio o testemunho que dera do Senhor.
São João sofreu a prisão e as cadeias e deu a sua vida em testemunho do nosso Redentor, a quem devia preparar os caminhos. Não lhe foi pedido pelo perseguidor que negasse a Cristo, mas que calasse a verdade. E no entanto, ele morreu por Cristo.
Cristo disse: Eu sou a verdade. Por isso, foi por Cristo que São João derramou o seu sangue, porque foi pela verdade que o derramou. Se com o seu nascimento, a sua pregação e o seu baptismo dera testemunho de Cristo que havia de nascer, pregar e baptizar, também com o seu martírio precursor deu testemunho da futura paixão do Senhor.
Assim terminou a sua vida este homem tão insigne e valoroso, derramando o seu sangue depois de longo e penoso cativeiro. Ele que anunciara a liberdade duma paz superior, é lançado pelos ímpios na prisão; é encerrado na escuridão do cárcere aquele que veio para dar testemunho da luz e a quem a própria Luz, que é Cristo, denominou como uma lâmpada que arde e alumia; e foi baptizado com o próprio sangue aquele a quem foi concedido baptizar o Redentor do mundo, ouvir a voz do Pai que falava do Filho, ver a graça do Espírito Santo que descia sobre Ele. Por isso, longe de lhe parecer penoso, era pelo contrário fácil e desejável para ele suportar pela verdade os tormentos temporais, que lhe faziam antever a recompensa das alegrias eternas.
A morte não era para João baptista apenas uma realidade inevitável da natureza. Ele desejou-a como o melhor modo de confessar o nome de Cristo e receber assim a palma da vida eterna. bem diz o Apóstolo: A vós foi concedido por Cristo não só acreditar n’Ele, mas também sofrer por Ele. E se ele diz que sofrer por Cristo é um dom concedido aos eleitos, é porque os sofrimentos do tempo presente não têm comparação com a glória futura que se há-de manifestar em nós.
SENHOR, eu vos agradeço por terdes morrido na Cruz pelos meus pecados, meu Jesus, misericórdia.
Servo inútil,
Pe. Fonseca Kwiriwi, CP