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INVOCAÇÃO AO DIVINO ESPÍRITO SANTO

Vinde Espírito Santo enchei os corações dos vossos fiéis e acendei neles o fogo do vosso Amor.
Enviai Senhor o vosso Espírito e tudo será criado e renovareis a face da terra.
Oremos:
Ó Deus, que instruístes os corações dos vossos fiéis, com a luz do Espírito Santo, fazei que apreciemos retamente todas as coisas segundo o mesmo Espírito e gozemos sempre da sua consolação.Por Cristo Senhor Nosso. Amém.

SAUDAÇÃO ANGELICAL A VIRGEM STA MARIA

(Angelus)

O Anjo do Senhor anunciou a Maria!
E ela concebeu do Espírito Santo.
(Ave Maria)

Eis aqui a Serva do Senhor!
Faça-se em mim segundo a vossa palavra.
(Ave Maria)

E o Verbo se fez carne!
E habitou entre nós.
(Ave Maria)

Rogai por nós, Santa Mãe de Deus!
Para que sejamos dignos das promessas de Cristo.

Oremos: Infundi, Senhor, a vossa graça em nossos corações, para que nós, que, conhecendo pela anunciação do Anjo, a Encarnação de Jesus Cristo, vosso Filho, por sua paixão e morte de cruz, cheguemos à glória da Ressurreição! Por mesmo Cristo, Senhor Nosso. Amém.
V/. Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo
R/. Como era no princípio, agora e sempre. Amém! (3X)

LITURGIA DA PALAVRA

PRIMEIRA LEITURA
Tudo é vosso, mas vós sois de Cristo,
e Cristo é de Deus.

Leitura da Primeira Carta de São Paulo aos Coríntios 3,18-23

Irmãos,
18
ninguém se iluda:
Se algum de vós pensa que é sábio nas coisas deste mundo,
reconheça sua insensatez,
para se tornar sábio de verdade;
19
pois a sabedoria deste mundo
é insensatez diante de Deus.
Com efeito, está escrito:
“Ele apanha os sábios em sua própria astúcia”,
20
e ainda:
“O Senhor conhece os pensamentos dos sábios;
sabe que são vãos”.
21
Portanto, que ninguém ponha a sua glória
em homem algum.
Com efeito, tudo vos pertence:
22
Paulo, Apolo, Cefas,
o mundo, a vida, a morte, o presente, o futuro,
tudo é vosso,
23
mas vós sois de Cristo,
e Cristo é de Deus.
Palavra do Senhor.

Salmo responsorial
Sl 23(24),1-2.3-4ab.5-6 (R. 1)

R. Ao Senhor pertence a terra e o que ela encerra.

1
Ao Senhor pertence a terra e o que ela encerra, *
o mundo inteiro com os seres que o povoam;
2
porque ele a tornou firme sobre os mares, *
e sobre as águas a mantém inabalável. R.

3
“Quem subirá até o monte do Senhor, *
quem ficará em sua santa habitação?”
4a
“Quem tem mãos puras e inocente coração, *
b
quem não dirige sua mente para o crime. R.

5
Sobre este desce a bênção do Senhor *
e a recompensa de seu Deus e Salvador”.
6
“É assim a geração dos que o procuram, *
e do Deus de Israel buscam a face”. R.

Aclamação ao Evangelho
Mt 4,19

R. Aleluia, Aleluia, Aleluia.
V. Vinde após mim, disse o Senhor,
e eu ensinarei a pescar gente.

EVANGELHO
Eles deixaram tudo e seguiram a Jesus.

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas 5,1-11

Naquele tempo,
1
Jesus estava na margem do lago de Genesaré,
e a multidão apertava-se ao seu redor
para ouvir a palavra de Deus.
2
Jesus viu duas barcas paradas na margem do lago.
Os pescadores haviam desembarcado e lavavam as redes.
3
Subindo numa das barcas, que era de Simão,
pediu que se afastasse um pouco da margem.
Depois sentou-se e, da barca,
ensinava as multidões.
4
Quando acabou de falar, disse a Simão:
“Avança para águas mais profundas,
e lançai vossas redes para a pesca”.
5
Simão respondeu:
“Mestre, nós trabalhamos a noite inteira
e nada pescamos.
Mas, em atenção à tua palavra,
vou lançar as redes”.
6
Assim fizeram, e apanharam tamanha quantidade de peixes
que as redes se rompiam.
7
Então fizeram sinal aos companheiros da outra barca,
para que viessem ajudá-los.
Eles vieram, e encheram as duas barcas,
a ponto de quase afundarem.
8
Ao ver aquilo,
Simão Pedro atirou-se aos pés de Jesus, dizendo:
“Senhor, afasta-te de mim,
porque sou um pecador!”
9
É que o espanto se apoderara de Simão
e de todos os seus companheiros,
por causa da pesca que acabavam de fazer.
10
Tiago e João, filhos de Zebedeu, que eram sócios de Simão,
também ficaram espantados.
Jesus, porém, disse a Simão:
“Não tenhas medo!
De hoje em diante tu serás pescador de homens”.
11
Então levaram as barcas para a margem,
deixaram tudo e seguiram a Jesus.
Palavra da Salvação.

REFLEXÃO

Início do Sermão de São Leão Magno, papa, sobre as Bem-aventuranças
(Sermo 95, 1-2: PL 54, 461-462) (Sec. V)

Imprimirei a minha lei no seu coração

Irmãos caríssimos: Quando Nosso Senhor Jesus Cristo pregava o Evangelho do reino e percorria toda a Galileia curando as mais diversas enfermidades, a fama dos seus milagres divulgou-se por toda a Síria, e de toda a Judeia afluíam grandes multidões ao médico divino. Porque a ignorância humana é tão lenta para acreditar no que não vê e esperar o que não conhece, era necessário que aqueles que deviam ser confirmados nos ensinamentos divinos fossem estimulados com benefícios corporais e milagres visíveis; e assim, experimentando o poder benéfico do Senhor, não duvidariam da sua doutrina salvadora.
Por isso o Senhor, para converter os dons exteriores em medicina interior e passar da cura dos corpos à saúde das almas, separou-Se das multidões que O rodeavam e subiu para um sítio isolado de um monte próximo, levando consigo os Apóstolos a fim de os instruir nos mais sublimes ensinamentos. Sentou-Se no alto da sua cátedra mística, querendo significar, com o lugar escolhido e com a atitude tomada, que Ele era o mesmo que outrora falara a Moisés, também num monte isolado; mas enquanto noutros tempos fizera sentir a severidade da justiça, agora manifestava a sua íntima bondade, para cumprir o que tinha anunciado por meio do profeta Jeremias: Dias virão, diz o Senhor, em que firmarei com a casa de Israel e com a casa de Judá uma nova aliança. Depois daqueles dias, diz o Senhor, hei-de imprimir a minha lei no seu coração e gravá-la no íntimo da sua alma.
Portanto, Aquele que falara a Moisés dirigia-se agora aos Apóstolos; assim a mão veloz do Verbo ia gravando nos corações dos discípulos os mandamentos da Nova Aliança, não como outrora, rodeado de densas nuvens e com trovões e relâmpagos que atemorizavam o povo e o mantinham afastado do monte, mas entretendo-Se com os presentes em tranquila e afável conversação. Deste modo, a suavidade da graça substituía a aspereza da lei e o espírito de adopção filial afastava o temor servil.
Então a doutrina de Cristo tornava-se manifesta pelas suas mesmas palavras; com elas o Senhor queria declarar os diversos graus que devem subir aqueles que desejam chegar à bem-aventurança eterna.
Bem-aventurados os pobres em espírito, diz o Senhor, porque deles é o reino dos Céus. A que espécie de pobres se referia a Verdade, talvez ficasse incerto se dissesse apenas: Bem-aventurados os pobres, sem nada acrescentar sobre o género de pobreza de que falava. Poder-se-ia pensar que, para merecer o reino dos Céus, bastaria apenas aquela indigência material que muitos padecem por triste e dura necessidade. Mas ao dizer: Bem-aventurados os pobres em espírito, o Senhor manifesta que o reino dos Céus pertence àqueles que são pobres mais pela humildade interior do que pela carência de bens exteriores.

SENHOR, eu vos agradeço por terdes morrido na Cruz pelos meus pecados, meu Jesus, misericórdia.

Servo inútil,
Pe. Fonseca  Kwiriwi, CP