*A PALAVRA DE DEUS:*
*fonte de água viva!*
*SÁBADO DA 10ª SEMANA DO TEMPO COMUM: ANO B*
*15 de junho 2024*
MISSA E OFÍCIO VOTIVO DE NOSSA SENHORA DAS DORES
MEMÓRIA PASSIONISTA
*INVOCAÇÃO AO DIVINO ESPÍRITO SANTO*
Vinde Espírito Santo enchei os corações dos vossos fiéis e acendei neles o fogo do vosso Amor.
Enviai Senhor o vosso Espírito e tudo será criado e renovareis a face da terra.
*Oremos:*
Ó Deus, que instruístes os corações dos vossos fiéis, com a luz do Espírito Santo, fazei que apreciemos retamente todas as coisas segundo o mesmo Espírito e gozemos sempre da sua consolação.Por Cristo Senhor Nosso. Amém.
*SAUDAÇÃO ANGELICAL A VIRGEM STA MARIA*
(Angelus)
O Anjo do Senhor anunciou a Maria!
E ela concebeu do Espírito Santo.
(Ave Maria)
Eis aqui a Serva do Senhor!
Faça-se em mim segundo a vossa palavra.
(Ave Maria)
E o Verbo se fez carne!
E habitou entre nós.
(Ave Maria)
Rogai por nós, Santa Mãe de Deus!
Para que sejamos dignos das promessas de Cristo.
Oremos: Infundi, Senhor, a vossa graça em nossos corações, para que nós, que, conhecendo pela anunciação do Anjo, a Encarnação de Jesus Cristo, vosso Filho, por sua paixão e morte de cruz, cheguemos à glória da Ressurreição! Por mesmo Cristo, Senhor Nosso. Amém.
V/. Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo
R/. Como era no princípio, agora e sempre. Amém! (3X)
*LITURGIA DA PALAVRA*
PRIMEIRA LEITURA
Rm 8, 31b-39
«Nem a morte nem a vida poderá separar-nos do amor de Deus.»
Leitura da Epístola do apóstolo São Paulo aos Romanos
Irmãos:
Se Deus está por nós, quem estará contra nós?
Deus, que não poupou o seu próprio Filho,
mas O entregou à morte por todos nós,
como não havia de nos dar, com Ele, todas as coisas?
Quem acusará os eleitos de Deus, se Deus os justifica?
E quem os condenará,
se Cristo Jesus morreu e, mais ainda, ressuscitou,
está à direita de Deus e intercede por nós?
Quem poderá separar-nos do amor de Cristo?
A tribulação, a angústia, a perseguição,
a fome, a nudez, o perigo ou a espada?
Assim está escrito:
«Por tua causa somos sujeitos à morte o dia inteiro;
somos tomados como ovelhas para o matadouro».
Mas em tudo isto somos vencedores,
graças Àquele que nos amou.
Na verdade, eu estou certo de que nem a morte nem a vida,
nem os Anjos nem os Principados,
nem o presente nem o futuro,
nem as Potestades nem a altura nem a profundidade
nem qualquer criatura
poderá separar-nos do amor de Deus,
que se manifestou em Cristo Jesus, nosso Senhor.
Palavra do Senhor.
SALMO RESPONSORIAL
Sl 17 (18), 2-7
Refrão: Na minha aflição invoquei o Senhor e Ele me salvou. Repete-se
Eu vos amo, Senhor, minha força,
minha fortaleza, meu refúgio e meu libertador,
meu Deus, auxílio em quem ponho a minha confiança,
meu protector, minha defesa e meu salvador.
Invoquei o Senhor – louvado seja Ele –
e fiquei salvo de meus inimigos. Refrão
Cercaram-me as ondas da morte
e encheram-me de terror as torrentes malignas;
envolveram-me laços funestos
e a morte prendeu-me em suas redes. Refrão
Na minha aflição invoquei o Senhor
e clamei pelo meu Deus.
Do seu templo Ele ouviu a minha voz
e o meu clamor chegou aos seus ouvidos. Refrão
ACLAMAÇÃO AO EVANGELHO
Refrão: Aleluia. Repete-se
Santa Maria, Rainha do céu e Senhora do mundo,
chorava junto à cruz, enquanto Jesus sofria. Refrão
EVANGELHO
Jo 19, 25-27
«Eis o teu filho… Eis a tua Mãe.»
Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São João
Naquele tempo,
estavam junto à cruz de Jesus
sua Mãe, a irmã de sua Mãe,
Maria, mulher de Cléofas, e Maria Madalena.
Ao ver sua Mãe e o discípulo predilecto,
Jesus disse a sua Mãe:
«Mulher, eis o teu filho».
Depois disse ao discípulo:
«Eis a tua Mãe».
E a partir daquela hora,
o discípulo recebeu-a em sua casa.
Palavra da Salvação.
*REFLEXÃO*
Da «Mariologia» do Beato Domingos da Mãe de Deus, presbítero
(Manuscrito italiano em AGCP, B, I, VIII, VI-16. Parte III, apógrafo, ff. 54-56)
Junto à cruz de Jesus estava Maria, sua Mãe
Jesus encaminha-Se para o alto daquele monte sobre o qual vai consumar o grande sacrifício de expiação, de redenção dos filhos de Adão, de aliança entre Deus e os homens. Não quer, porém, a Providência divina que Ele esteja sozinho a consumar o holocausto. E, do mesmo modo que Eva foi a companheira de Adão na nossa ruína, assim também quer que Maria seja a companheira de Jesus na reparação. Por isso mesmo, é o próprio Deus que impele Maria até ao Calvário, para ser não só uma espectadora, mas também uma associada e cooperadora no grande sacrifício.
Logo que chegam ao monte Calvário, Maria ouve os gritos de raiva, à mistura com os gritos de insensata alegria que proferem os inimigos do seu amado Filho, felizes por terem, finalmente, chegado à meta tão desejada. Ela, entretanto, observa como eles não param um momento e se apressam a despojar Jesus das suas vestes; estendem-n’O sobre o duro madeiro da cruz, agarram furiosamente as suas mãos, aproximam-nas do lugar dos cravos e, com pesados martelos, descarregam sobre elas pesados golpes. Pregam as mãos e os pés do seu querido Filho, trespassando assim de lado a lado o coração da sua dilectíssima Mãe.
A cruel execução de Jesus chegou ao fim, mas não terminou o martírio do coração de Maria. Jesus já está levantado na cruz à vista de todo o universo, mas também à vista – oh que vista! – da sua Mãe dolorosa. De pé, junto à cruz, lá está Maria: intrépida, como rocha açoitada pelas ondas mais impetuosas, mas firme. Ouve atentamente as palavras que Jesus profere; escuta como Ele fala com seu Pai celeste em favor dos que O maltratam; comove-se com a ternura com que Jesus não só perdoa, como também com que promete o paraíso ao ladrão arrependido. E este amor de Jesus para com os pecadores é para o coração de Maria um novo estímulo a amar-nos mais. Mas, para Ela, o maior estímulo foi sem dúvida o testamento que Jesus quis deixar. Jesus olha para o discípulo; logo a seguir olha também para Maria e, com palavras suaves mas penetrantes, diz à sua Mãe: Mulher, eis o teu Filho. Aqui tens, ó Mãe, aquele que te entrego como filho: recebe-o como se me recebesses a mim mesmo; trata-o com o mesmo desvelo maternal; aquilo que por ele fizeres é como o fizesses a mim.
Oh feliz discípulo! Mas felizes também nós, porque não foi unicamente João, mas todos os cristãos que nele foram confiados a Maria.
Por fim, morre Jesus, submerso num mar de dores indizíveis; nas mãos do Pai entrega o seu espírito; obscurece-se para Maria o sol de justiça, ao mesmo tempo que o sol material volta a iluminar o universo. Jesus dá o último suspiro. E que faz Maria? Continua firme, de pé, junto à cruz. Contempla, expectante, os novos maus tratos de que será vítima o seu Bem-amado Jesus.
*SENHOR,* eu vos agradeço por terdes morrido na Cruz pelos meus pecados, meu Jesus, misericórdia.
Servo inútil,
Pe. Fonseca Kwiriwi, CP