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Caritas Deus est, o amor de Deus, deve impulsionar as nossas vidas como um projeto pessoal e comunitário para que o Reino de Deus se realize no meio de nós.

O que é ser arrebatado pelo amor de Deus e o que é necessário para vivenciar essa experiência?

Deus sempre toma iniciativa de ir ao encontro da pessoa humana. Porém, Ele respeita a nossa liberdade. Existe por isso boa relação entre respeito e liberdade porque quem ama deve respeitar a liberdade do outro.

A resposta da pessoa humana é entender e viver segundo a vontade de Deus se quiser alcançar o Bem e ser feliz.

Quando rezamos no Pai nosso que “seja feita a vossa vontade”, é um compromisso diário, sério e perene, assumido com consciência limpa em busca da comunhão com Deus numa relação de pai e filho/a.
Portanto, somos convidados na oração a fazermos a vontade de Deus e não Deus fazer a nossa vontade.

Deus é, por excelência, o Amor. Deus enviou o seu Filho Jesus Cristo, o Amor do Pai, até nós. Todavia, depende de cada um de nós: acolher ou rejeitar esse amor revelado por Jesus.

Quanto à existência de pessoas mais amorosas e outras com bastante ódio ou menos amorosas, reiteramos que a escolha é pessoal. Não significa que o amor de Deus não tenha chegado a todos, mas tem a ver com a liberdade e a abertura de cada pessoa para que sejamos arrebatados pelo amor de Deus. Como dizia o Apóstolo são Paulo, o amor de Deus nos impele, mostrando o quanto é poderoso o amor de Deus.

Deus toma a iniciativa e a pessoa humana, usando do livre arbítrio, decide responder ou não. É uma experiência semelhante a um encantamento entre duas pessoas: uma toma iniciativa e a outra responde livremente, dando sim ou não. Assim acontece na nossa relação com Deus e a forma como cada pessoa acolhe e vive seu Amor.

Se alguém questiona, por que algumas pessoas são más? A resposta é simples: não se deixaram ser arrebatadas pelo amor de Deus ou em algum momento das suas vidas se deixaram contagiar pela maldade dos outros e do mundo.

Ninguém deve culpar nenhuma experiência não muito boa que viveu ou vive, como o motivo que o leva a não amar mais ou a ser mais seletivo na forma de amar ou lidar com os outros.

Cada experiência que uma pessoa vive deve ser a escola do amor porque enquanto formos de Deus, teremos ao nosso lado pessoas gratas e outras ingratas.

A gratidão e a ingratidão são termômetros para percebermos quão grande é o amor de Deus na pessoa humana. No entanto, a grandeza do amor de Deus, em nós, depende de como nós recebemos e vivemos esse amor.

Deixemos ser arrebatados pelo amor de Deus e possamos amar sem medida e incondicionalmente.

Somos convidados a meditar os prodígios de Deus e chegar à ciência de que somente contemplaremos a face de Deus se a priori formos arrebatados pela “Caritas Deus est”.

Então, como vai se concretizar o amor homousious na sua vida se antes não for arrebatado/a?

Curador de almas

Servo inútil,
Pe. Fonseca Kwiriwi, CP