RAINHA DO CÉU
V./ Rainha dos céus, alegrai-vos. Aleluia!
R./ Porque Aquele que merecestes trazer em vosso seio, Aleluia!
V./ Ressuscitou como disse. Aleluia!
R./ Rogai por nós a Deus. Aleluia!
V./ Alegrai-vos e exultai, ó Virgem Maria. Aleluia!
R./ Porque o Senhor ressuscitou, verdadeiramente. Aleluia!
V/. Oremos: Senhor, que enchestes o mundo de alegria pela ressurreição de Vosso Filho nosso Senhor Jesus Cristo, fazei que, pela intercessão da Virgem Maria, Sua Mãe, alcancemos as alegrias da vida eterna. Por Cristo 6hh hj Senhor. Amém!
V/. Glória ao Pai e ao {Filho e ao Espírito Santo
R/. Como era no princípio, agora e sempre. Amém! (3X)
INVOCAÇÃO AO DIVINO ESPÍRITO SANTO
Vinde Espírito Santo enchei os corações dos vossos fiéis e acendei neles o fogo do vosso Amor.
Enviai Senhor o vosso Espírito e tudo será criado e renovareis a face da terra.
Oremos:
Ó Deus, que instruístes os corações dos vossos fiéis, com a luz do Espírito Santo, fazei que apreciemos retamente todas as coisas segundo o mesmo Espírito e gozemos sempre da sua consolação.Por Cristo Senhor Nosso. Amém.
LITURGIA DA PALAVRA
PRIMEIRA LEITURA
Actos 5, 34-42
«Saíram cheios de alegria, por terem merecido serem ultrajados por causa do nome de Jesus»
Leitura dos Actos dos Apóstolos
Naqueles dias, levantou-se um homem no Sinédrio, um fariseu chamado Gamaliel, doutor da Lei venerado por todo o povo, e mandou sair os Apóstolos por uns momentos. Depois disse: «Israelitas, tende cuidado com o que ides fazer a estes homens. Há tempos, apareceu Teudas, que dizia ser alguém, e seguiram-no cerca de quatrocentos homens. Ele foi liquidado e todos os seus partidários foram destroçados e reduzidos a nada. Depois dele, nos dias do recenseamento, apareceu Judas, o Galileu, que arrastou o povo atrás de si. Também ele pereceu e todos os seus partidários foram dispersos. Agora vou dar-vos um conselho: Não vos metais com estes homens: deixai-os. Porque se esta iniciativa, ou esta obra, vem dos homens, acabará por si mesma. Mas se vem de Deus, não podereis destuí-la e correis o risco de lutar contra Deus». Eles aceitaram o seu conselho. Chamaram de novo os Apóstolos à sua presença e, depois de os terem mandado açoitar, proibiram-nos falar no nome de Jesus e soltaram-nos. Os Apóstolos saíram da presença do Sinédrio cheios de alegria, por terem merecido serem ultrajados por causa do nome de Jesus. E todos os dias, no templo e nas casas, não cessavam de ensinar e anunciar a boa nova de que Jesus era o Messias.
Palavra do Senhor.
SALMO RESPONSORIAL
Sal. 26 (27)
Refrão: Uma só coisa peço ao Senhor:
habitar na sua morada. Repete-se
Ou: Aleluia. Repete-se
O Senhor é minha luz e salvação:
a quem hei-de temer?
O Senhor é a defesa da minha vida:
de quem hei-de ter medo? Refrão
Uma coisa peço ao Senhor, por ela anseio:
habitar na casa do Senhor todos os dias da minha vida,
para gozar da suavidade do Senhor
e visitar o seu santuário. Refrão
Espero vir a contemplar a bondade do Senhor
na terra dos vivos.
Confia no Senhor, sê forte.
Tem confiança e confia no Senhor. Refrão
ACLAMAÇÃO AO EVANGELHO
Mt 4, 4b
Refrão: Aleluia. Repete-se
Nem só de pão vive o homem,
mas de toda a palavra que sai da boca de Deus. Refrão
EVANGELHO
Jo 6, 1-15
«Distribuiu-os e comeram quanto quiseram»
Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São João
Naquele tempo, Jesus partiu para o outro lado do mar da Galileia, também chamado de Tiberíades. Seguia-O numerosa multidão, por ver os milagres que Ele realizava nos doentes. Jesus subiu a um monte e sentou-Se aí com os seus discípulos. Estava próxima a Páscoa, a festa dos judeus. Erguendo os olhos e vendo que uma grande multidão vinha ao seu encontro, Jesus disse a Filipe: «Onde havemos de comprar pão para lhes dar de comer?» Dizia isto para o experimentar, pois Ele bem sabia o que ia fazer. Respondeu-Lhe Filipe: «Duzentos denários de pão não chegam para dar um bocadinho a cada um». Disse-Lhe um dos discípulos, André, irmão de Simão Pedro: «Está aqui um rapazito que tem cinco pães de cevada e dois peixes. Mas que é isso para tanta gente?» Jesus respondeu: «Mandai-os sentar». Havia muita erva naquele lugar e os homens sentaram-se em número de uns cinco mil. Então, Jesus tomou os pães, deu graças e distribuiu-os aos que estavam sentados, fazendo o mesmo com os peixes; e comeram quanto quiseram. Quando ficaram saciados, Jesus disse aos discípulos: «Recolhei os bocados que sobraram, para que nada se perca». Recolheram-nos e encheram doze cestos com os bocados dos cinco pães de cevada que sobraram aos que tinham comido. Quando viram o milagre que Jesus fizera, aqueles homens começaram a dizer: «Este é, na verdade, o Profeta que estava para vir ao mundo». Mas Jesus, sabendo que viriam buscá-l’O para O fazerem rei, retirou-Se novamente, sozinho, para o monte.
Palavra da salvação.
REFLEXÃO
Das «Obras» de São Boaventura, bispo
(Opusc. A videira mística, 13; Opera Omnia, 8, 186-187)
Jesus, na sua Paixão,
deu-nos a maior prova de amor.
O sexto derramamento de sangue mais copioso teve lugar quando foi cravado na cruz. Pois, quem poderia duvidar que, das mãos e dos pés feridos e trespassados do inocente Jesus, tenha jorrado tão grande abundância de sangue? Na torrente deste sangue torna-se purpurina a nossa rosa, porque é sobretudo aqui que se revela ardentíssima a sua caridade e a sua paixão. Veja-se na grandeza desta paixão a força do amor. E tu considera o ardor da rosa do amor no rubor aceso da paixão. Quem jamais sofreu tão graves e tão ignominiosos ultrajes? É um Deus Aquele que padece; e de maneira nenhuma quis que fosse aligeirada a dureza da paixão, Ele que costuma tirar totalmente ou diminuir aos seus fiéis a violência das suas dores. Não se perdoa a si próprio Aquele que sabe perdoar aos outros.
Preso e vítima de tantas afrontas por parte de judeus e de gentios, depois de tanto sangue derramado, é finalmente trespassado de pés e mãos, e cravado no madeiro o nosso amado Salvador Jesus. Olha para o alto e contempla como a rosa rubicunda da paixão se torna purpúrea em sinal de ardentíssimo amor. Caridade e amor rivalizam entre si: uma para ser mais ardente, o outro para se tornar mais rubro. Mas, maravilhosamente, pelo ardor da caridade, a paixão torna-se mais rubra, porque, se Ele não amasse, não se manifestaria: na paixão e no rubor incandescente do padecer revela-se o ardor da maior e mais incomparável caridade. Assim como a rosa se fecha com o frio da noite e se abre com o calor do sol nascente, mostrando com o vermelho vivo das suas pétalas abertas um brilho maravilhoso, assim também esta deliciosa flor do céu – o dulcíssimo Jesus, que, durante tanto tempo, desde o pecado de Adão, permaneceu como que fechada pelo frio da noite, não comunicando ainda aos pecadores a plenitude da graça –, chegada a plenitude dos tempos e abrasado pelos raios de uma ardente caridade, abriu todo o seu ser de par em par, refulgindo no vermelho vivo do sangue derramado a chama da rosa do amor.
Já vês, portanto, como Jesus floresceu no sangue desta flor de rosa. Olha para todo o seu corpo: onde é que não encontrarás flores de rosas? Contempla as suas mãos, observa os seus pés: não vês aí flores de rosas? Olha para a chaga do seu lado: também aí está a rosa, embora um tanto descolorida pela mistura da água com o sangue, porque dela saiu sangue e água.
Ó suavíssimo Senhor e Salvador do universo, amado Jesus, como poderei ser digno de Vos agradecer tanto sangue por mim derramado desde a aurora do vosso nascimento até à vossa morte, e até depois da morte? Com tanto derramamento do vosso sangue Vós quisestes manifestar-me o fogo da vossa ardentíssima caridade. Quantas pétalas engrandecem e embelezam a tua rosa! Quem as poderia contar? Enumera as gotas de sangue vertidas do Lado e de todo o corpo do nosso amantíssimo Jesus e terás contado as folhas da rosa da sua paixão e do seu amor. Cada uma dessas gotas é uma pétala.
Servo inútil,
Pe. Fonseca Kwiriwi, CP