MISSA E OFÍCIO VOTIVO DA PAIXÃO
Toda sexta-feira, nós, missionários Passionistas celebramos a Paixão do Senhor.
INVOCAÇÃO AO DIVINO ESPÍRITO SANTO
Vinde Espírito Santo enchei os corações dos vossos fiéis e acendei neles o fogo do vosso Amor.
Enviai Senhor o vosso Espírito e tudo será criado e renovareis a face da terra.
Oremos:
Ó Deus, que instruístes os corações dos vossos fiéis, com a luz do Espírito Santo, fazei que apreciemos retamente todas as coisas segundo o mesmo Espírito e gozemos sempre da sua consolação.Por Cristo Senhor Nosso. Amém.
SAUDAÇÃO ANGELICAL A VIRGEM STA MARIA
(Angelus)
O Anjo do Senhor anunciou a Maria!
E ela concebeu do Espírito Santo.
(Ave Maria)
Eis aqui a Serva do Senhor!
Faça-se em mim segundo a vossa palavra.
(Ave Maria)
E o Verbo se fez carne!
E habitou entre nós.
(Ave Maria)
Rogai por nós, Santa Mãe de Deus!
Para que sejamos dignos das promessas de Cristo.
Oremos: Infundi, Senhor, a vossa graça em nossos corações, para que nós, que, conhecendo pela anunciação do Anjo, a Encarnação de Jesus Cristo, vosso Filho, por sua paixão e morte de cruz, cheguemos à glória da Ressurreição! Por mesmo Cristo, Senhor Nosso. Amém.
V/. Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo
R/. Como era no princípio, agora e sempre. Amém! (3X)
LITURGIA DA PALAVRA
PRIMEIRA LEITURA
1 Pe 2, 20b-25
«Cristo sofreu também por vós, deixando-vos o exemplo.»
Leitura da Primeira Epístola de São Pedro
Caríssimos:
Se vós, fazendo o bem, suportais o sofrimento com paciência,
isto é uma graça aos olhos de Deus.
Para isto é que fostes chamados,
porque Cristo sofreu também por vós,
deixando-vos o exemplo,
para que sigais os seus passos.
Ele não cometeu pecado algum
e na sua boca não se encontrou mentira.
Insultado, não pagava com injúrias;
maltratado, não respondia com ameaças;
mas entregava-Se Àquele que julga com justiça.
Ele suportou os nossos pecados
no seu Corpo, no madeiro da cruz,
a fim de que, mortos para o pecado,
vivamos para a justiça:
pelas suas chagas fomos curados.
Vós éreis como ovelhas desgarradas,
mas agora voltastes para o pastor e guarda das vossas almas.
Palavra do Senhor.
SALMO RESPONSORIAL
Sl 54 (55), 5-6.13-15.17-18a.23
Refrão: A paixão de Cristo esteja sempre no nosso coração. Repete-se
Aperta-se-me no peito o coração,
um pavor de morte cai sobre mim.
Assaltam-me o receio e o temor,
o terror apodera-se de mim. Refrão
Se o ultraje viesse de um inimigo,
eu poderia suportá-lo;
se a agressão partisse de quem me odeia,
talvez dele me escondesse. Refrão
Mas és tu, meu companheiro,
meu familiar e meu amigo,
com quem vivia em doce intimidade
e nas festas frequentava a casa de Deus. Refrão
ACLAMAÇÃO AO EVANGELHO
Refrão: Aleluia. Repete-se
Salve, Cristo nosso Rei, obediente ao Pai:
fostes levado à cruz,
como um cordeiro conduzido ao matadouro. Refrão
EVANGELHO
Mt 27, 27-31
«Teceram uma coroa de espinhos e puseram-Lha na cabeça.»
Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Mateus
Naquele tempo,
os soldados do governador levaram Jesus ao pretório
e reuniram à volta d’Ele toda a coorte.
Tiraram-Lhe a roupa e envolveram-n’O num manto vermelho.
Teceram uma coroa de espinhos e puseram-Lha na cabeça
e colocaram uma cana na sua mão direita.
Ajoelhando diante d’Ele, escarneciam-n’O, dizendo:
«Salve, Rei dos judeus!»
Depois, cuspiam-Lhe no rosto
e, pegando na cana, batiam-Lhe com ela na cabeça.
Depois de O terem escarnecido,
tiraram-Lhe o manto, vestiram-Lhe as suas roupas
e levaram-n’O para ser crucificado.
Palavra da salvação.
REFLEXÃO
Do livro «Dei tesori che abbiamo in Gesù Cristo», de São Vicente Maria Strambi, bispo
(Vol. III, pp. 382-386)
Os soldados teceram uma coroa de espinhos
e colocaram-lha na cabeça
Aqueles desalmados algozes, depois de terem flagelado Jesus até derramar sangue por todas as partes do seu corpo, vendo que a sua veneranda cabeça ainda não estava ensanguentada, como ferozmente o desejavam, resolvem feri-la impiedosamente e fazer d’Ele um rei de burla e de ignomínia.
Observai atentamente os ornamentos deste nosso Rei. Sobre os seus ombros colocaram um farrapo de púrpura: Tiraram-Lhe a roupa e envolveram-no num manto vermelho. Tecendo depois uma coroa de longos, duros e agudos espinhos, colocaram-lha na cabeça em jeito de coroa própria de um rei de burla; na mão direita uma cana como ceptro, próprio da sua condição; e, reunida toda a coorte, que se lembram de fazer? Desfilam diante d’Ele, e, às gargalhadas e com maneiras insultuosas, ajoelham-se diante d’Ele como em acto de adoração, escarnecendo-O. Saúdam-n’O como a um rei de ignomínia, dizendo: Salve, Rei dos judeus!, enquanto Lhe davam cruéis bofetadas. E, como se ainda não bastasse, cuspiam-Lhe no rosto e, pegando na cana, batiam-Lhe fortemente com ela sobre a coroa de espinhos, para que eles abram novas feridas ou alarguem e agravem as já existentes.
Quanta dor! Quanto sofrimento! Como deve ter ficado essa cabeça sagrada! O sangue corre abundante de todas as partes, empapa os cabelos, banha a fronte, escorre pela face do divino Redentor. Quantas lágrimas deverá ter derramado Jesus neste tormento! Mas, quem se move de compaixão para com Ele?
Convém pararmos aqui um pouco e penetrarmos, tanto quanto possível, nos segredos da sabedoria e do amor de Jesus, que tanto sofre. Com esta atitude, Ele queria, certamente, despertar em nós o amor ao sofrimento, desejando, por este caminho e seguindo o seu exemplo, levar-nos para o Céu.
As tribulações, diz-nos São Paulo, servem para adquirirmos a paciência, sem a qual nada se faz com perfeição. Como o fogo, a paciência purifica a alma e revela com segurança a sua bondade. Além disso, a paciência aumenta a confiança e a esperança que temos em Deus; a esperança não engana. Assim, por meio das tribulações, nós conseguimos a salvação e a vida. E tudo isto, que neste pobre desterro é de brevíssima duração e até de peso muito leve, acarreta-nos um prémio de imenso valor, reserva-nos uma glória incomparável e a felicidade eterna no Céu.
Não deveríamos, pois, ter em grande estima os sofrimentos que nos trazem tão grandes bens? Tanto mais que toda a tribulação nos é enviada por Deus; e nenhuma nos poderá atingir que não seja permitida pelo nosso Pai celeste, que tudo dispõe para o nosso bem. É ele mesmo que, com a sua mão amorosa, nos apresenta o cálice amargo do sofrimento. O cálice é amargo, mas temos de olhar para a mão que no-lo apresenta, para o amor com que no-lo oferece e para os bens que com ele nos granjeia.
SENHOR, eu vos agradeço por terdes morrido na Cruz pelos meus pecados, meu Jesus, misericórdia.
Servo inútil,
Pe. Fonseca Kwiriwi, CP