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*MEMÓRIA DE NOSSA SENHORA MÃE DA SANTA ESPERANÇA*

A devoção a Maria, Virgem e Mãe, sob a invocação de Mãe da Santa Esperança, desenvolveu-se na Congregação Passionista desde as suas origens. Foi seu principal promotor o grande missionário padre Tomás Struzzieri, depois elevado à dignidade episcopal. Quando pregava missões, levava sempre consigo a imagem de Nossa Senhora sob esse título devocional. Mais tarde, aquela imagem foi reproduzida em série e começou a ser colocada nos quartos dos nossos cristãos religiosos conventuais, para que voltassem para Ela o seu olhar, invocando-A nas suas necessidades espirituais. Maria Virgem – a Mãe da Santa Esperança, tornou-se, assim, em modelo único e firme apoio da nossa própria esperança. A esperança que Nossa Senhora nos apresenta e a que nos chama está representada na Cruz que o Menino sustenta na mão, como sinal do seu amor por nós, manifestado até à morte de cruz.

“Eu sou a mãe do amor e do temor, do conhecimento e da Santa Esperança. A todos os meus filhos concedo bens eternos àqueles que ele escolheu” (Eclo 24,18).

*INVOCAÇÃO AO DIVINO ESPÍRITO SANTO*

Vinde Espírito Santo enchei os corações dos vossos fiéis e acendei neles o fogo do vosso Amor.
Enviai Senhor o vosso Espírito e tudo será criado e renovareis a face da terra.
*Oremos:*
Ó Deus, que instruístes os corações dos vossos fiéis, com a luz do Espírito Santo, fazei que apreciemos retamente todas as coisas segundo o mesmo Espírito e gozemos sempre da sua consolação.Por Cristo Senhor Nosso. Amém.

*SAUDAÇÃO ANGELICAL A VIRGEM STA MARIA*

(Angelus)

O Anjo do Senhor anunciou a Maria!
E ela concebeu do Espírito Santo.
(Ave Maria)

Eis aqui a Serva do Senhor!
Faça-se em mim segundo a vossa palavra.
(Ave Maria)

E o Verbo se fez carne!
E habitou entre nós.
(Ave Maria)

Rogai por nós, Santa Mãe de Deus!
Para que sejamos dignos das promessas de Cristo.

Oremos: Infundi, Senhor, a vossa graça em nossos corações, para que nós, que, conhecendo pela anunciação do Anjo, a Encarnação de Jesus Cristo, vosso Filho, por sua paixão e morte de cruz, cheguemos à glória da Ressurreição! Por mesmo Cristo, Senhor Nosso. Amém.
V/. Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo
R/. Como era no princípio, agora e sempre. Amém! (3X)

*LITURGIA DA PALAVRA*

PRIMEIRA LEITURA
Sir 24, 9-12.19-22

«Maria, sede da Sabedoria.»

Leitura do Livro de Ben-Sirá

«Antes dos séculos, desde o início, Ele me criou
e não deixei de existir por toda a eternidade.
Em sua presença exerci o meu ministério na santa morada
e assim me fixei em Sião.
Encontrei o meu descanso na cidade escolhida
e em Jerusalém exerço o meu poder.
Lancei as raízes no meio de um povo glorioso,
no domínio do Senhor, na sua herança,
e estabeleci a minha morada na assembleia dos santos.
Vinde a mim, todos vós que me desejais
e saciai-vos dos meus frutos,
porque pensar em mim é mais doce que o mel
e a minha herança é mais doce que o favo do mel.
Os que me comem terão mais fome
e os que me bebem terão mais sede.
Quem me obedece não ficará envergonhado
e quem trabalha comigo não pecará».

Palavra do Senhor.

SALMO RESPONSORIAL
Lc 1, 46-55

Refrão: A minha esperança está em Deus, meu Salvador. Repete-se

A minha alma glorifica o Senhor,
e o meu espírito se alegra em Deus, meu Salvador.

Porque pôs os olhos na humildade da sua serva,
de hoje em diante me chamarão bem-aventurada todas as gerações
O todo-poderoso fez em mim maravilhas:
Santo é o seu nome.

A sua misericórdia se estende de geração em geração
sobre aqueles que O temem.
Manifestou o poder do seu braço
e dispersou os soberbos.

Derrubou os poderosos de seus tronos
e exaltou os humildes.
Encheu de bens os famintos
e aos ricos despediu de mãos vazias.

Acolheu a Israel, seu servo,
lembrado da sua misericórdia,
como tinha prometido a nossos pais,
a Abraão e à sua descendência para sempre.

ACLAMAÇÃO AO EVANGELHO

Refrão: Aleluia. Repete-se

Santa Maria, Virgem Imaculada e Rainha do mundo,
intercedei por nós junto do Senhor, que Vos escolheu. Refrão

EVANGELHO
Jo 2, 1-11

«Estava lá a Mãe de Jesus.»

Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São João

Naquele tempo,
realizou-se um casamento em Caná da Galileia
e estava lá a Mãe de Jesus.
Jesus e os seus discípulos
foram também convidados para o casamento.
A certa altura faltou o vinho.
Então a Mãe de Jesus disse-Lhe:
«Não têm vinho».
Jesus respondeu-lhe:
«Mulher, que temos nós com isso?
Ainda não chegou a minha hora».
Sua Mãe disse aos serventes:
«Fazei tudo o que Ele vos disser».
Havia ali seis talhas de pedra,
destinadas à purificação dos judeus,
e cada uma levava duas ou três medidas.
Disse-lhes Jesus: «Enchei essas talhas de água». Eles encheram-nas até acima.
Depois disse-lhes:
«Tirai agora e levai ao chefe da mesa».
E eles levaram.
Quando o chefe da mesa provou a água transformada em vinho,
– ele não sabia de onde viera,
pois só os serventes, que tinham tirado a água, sabiam –
chamou o noivo e disse-lhe:
«Toda a gente serve primeiro o vinho bom
e, depois de os convidados terem bebido bem,
serve o inferior.
Mas tu guardaste o vinho bom até agora».
Foi assim que, em Caná da Galileia,
Jesus deu início aos seus milagres.
Manifestou a sua glória
e os discípulos acreditaram n’Ele.

Palavra da salvação.

 

*REFLEXÃO*

Da «Mariologia» do Beato Domingos da Mãe de Deus, presbítero
(Manuscrito autógrafo italiano, em AGCP, B.I. VIII, V-15, Parte II, ff. 136-138)

Maria é sempre Mãe de Esperança

Entre outros títulos que, com razão, se atribuem à Bem-aventurada Virgem Maria, existe também este de «Mãe da Santa Esperança». Com efeito, a esperança é uma virtude que, como se fosse uma âncora, mantém firme o barco da nossa alma no meio das tempestades deste nosso pobre mundo. É a consolação que nos resta depois da queda; é o alívio que nos sustém no nosso desânimo; é a força necessária para a prática das virtudes cristãs. A esperança é definida pelos teólogos como uma virtude sobrenaturalmente infusa, mediante a qual nós, com firme confiança, esperamos de Deus a vida eterna e os meios necessários para a alcançar. Como Mãe da Esperança, Maria certamente a possuiu em grau heróico com toda a sua plenitude. Em vez de colocar a sua confiança nas pessoas e nas coisas deste mundo – como infelizmente acontece com os homens –, Ela colocou-a unicamente em Deus, nada mais esperando nem procurando senão a vida eterna e tudo o que a ela conduz.
Este mundo, com tudo aquilo que nele se contempla e que constitui normalmente o atractivo dos desiludidos filhos de Adão, era para Ela como se não existisse. Para Maria, a terra era um deserto, de tal maneira que os próprios Anjos, como que surpreendidos pelo desapego do seu coração de toda a criatura, pareciam exclamar: Quem é esta que sobe do deserto, cheia de delícias, apoiada no seu amado?.
A Virgem Santíssima, embora repleta dos dons mais excelsos e isenta da culpa original, nunca confiou nas suas próprias forças mas exclusivamente em Deus, de quem sabia ser Ele o autor de todos os bens e fonte de todo o dom perfeito. Mesmo no meio dos perigos e das perseguições, quando foi obrigada a fugir da sua terra natal, Ela nunca deixou de depositar em Deus a sua confiança; em Deus esperou também aquando da morte do seu divino Filho e da dispersão dos Apóstolos; em Deus esperou quando surgiram as perseguições contra a Igreja nascente, terna e amável Esposa do seu divino Filho. Apoiada nessa confiança, permaneceu sempre firme em todas as vicissitudes, mesmo aquelas mais perigosas. Mais ainda: era Ela que ajudava os outros, os abatidos que a Ela recorriam como a uma mãe; que encorajava os pusilânimes; que estendia a mão benigna aos que caíam e animava os fortes a confiar sempre mais.
E não julguemos que, actualmente, Ela se tenha esquecido de exercer esta função de piedade maternal. De maneira nenhuma. Também hoje, do trono celeste onde está sentada, continua a estender a sua mão materna para levantar os caídos; abre o seu regaço para lhes reanimar a confiança; vem ao seu encontro para os animar e para se levantarem, como se lê na Escritura: Ela própria vai à procura dos que são dignos dela, pelos caminhos lhes aparece com benevolência e vai ao encontro deles em cada um dos seus pensamentos; encoraja os bons; implora para eles a força necessária nas adversidades, para que não sucumbam; anima os pastores e fortalece o rebanho de Cristo. Numa palavra, Maria mostra-se sempre, e para todos, como um autêntico farol de esperança, ou seja: é Mãe da Santa Esperança.

 

*SENHOR,* eu vos agradeço por terdes morrido na Cruz pelos meus pecados, meu Jesus, misericórdia.

Servo inútil,
Pe. Fonseca Kwiriwi, CP