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MEMÓRIA DE SANTA DULCE DOS POBRES
SANTA DULCE LOPES PONTES, VIRGEM

Reconhecida como Santa Dulce dos Pobres (Salvador, Bahia, 26 de maio de 1914 – 13 de março de 1992), era de uma família cristã de profunda piedade e dedicada caridade. Desde criança cultivou grande bondade para com os pobres e desvalidos. Ingressou na vida religiosa na Congregação das Irmãs Missionárias da Imaculada Conceição da Mãe de Deus, onde foi professora e auxiliar dos enfermos. Fundou a Obra Social Irmã Dulce e o Hospital Santo Antônio para cuidar dos aflitos e miseráveis. Foi canonizada pelo Papa Francisco aos 13 de outubro de 2019.

INVOCAÇÃO AO DIVINO ESPÍRITO SANTO

Vinde Espírito Santo enchei os corações dos vossos fiéis e acendei neles o fogo do vosso Amor.
Enviai Senhor o vosso Espírito e tudo será criado e renovareis a face da terra.
Oremos:
Ó Deus, que instruístes os corações dos vossos fiéis, com a luz do Espírito Santo, fazei que apreciemos retamente todas as coisas segundo o mesmo Espírito e gozemos sempre da sua consolação.Por Cristo Senhor Nosso. Amém.

SAUDAÇÃO ANGELICAL A VIRGEM STA MARIA

(Angelus)

O Anjo do Senhor anunciou a Maria!
E ela concebeu do Espírito Santo.
(Ave Maria)

Eis aqui a Serva do Senhor!
Faça-se em mim segundo a vossa palavra.
(Ave Maria)

E o Verbo se fez carne!
E habitou entre nós.
(Ave Maria)

Rogai por nós, Santa Mãe de Deus!
Para que sejamos dignos das promessas de Cristo.

Oremos: Infundi, Senhor, a vossa graça em nossos corações, para que nós, que, conhecendo pela anunciação do Anjo, a Encarnação de Jesus Cristo, vosso Filho, por sua paixão e morte de cruz, cheguemos à glória da Ressurreição! Por mesmo Cristo, Senhor Nosso. Amém.
V/. Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo
R/. Como era no princípio, agora e sempre. Amém! (3X)

LITURGIA DA PALAVRA

PRIMEIRA LEITURA
Ele fez-me comer o rolo,
e era doce como mel em minha boca.

Leitura da Profecia de Ezequiel 2,8-3,4

Assim fala o Senhor:
8
“Quanto a ti, Filho do homem,
escuta o que eu te digo:
Não sejas rebelde como esse bando de rebeldes.
Abre a boca e come o que eu te vou dar”.
9
Eu olhei e vi uma mão estendida para mim
e, na mão, um livro enrolado.
Desenrolou-o diante de mim;
estava escrito na frente e no verso
e nele havia cantos fúnebres, lamentações e ais.
3,1
Ele me disse:
“Filho do homem, come o que tens diante de ti!
Come este rolo e vai falar aos filhos de Israel”.
2
Eu abri a boca, e ele fez-me comer o rolo.
3
Depois disse-me:
“Filho do homem, alimenta teu ventre
e sacia as entranhas com este rolo que eu te dou”.
Eu o comi, e era doce como mel em minha boca.
4
Ele disse-me então:
“Filho do homem, vai!
Dirige-te à casa de Israel
e fala-lhes com as minhas palavras”.
Palavra do Senhor.

Salmo responsorial
Sl 118(119),14.24.72.103.111.131 (R. 103a)

R. Como é doce ao paladar vossa palavra, ó Senhor!

14
Seguindo vossa lei me rejubilo *
muito mais do que em todas as riquezas. R.

24
Minha alegria é a vossa Aliança, *
meus conselheiros são os vossos mandamentos. R.

72
A lei de vossa boca, para mim, *
vale mais do que milhões em ouro e prata. R.

103
Como é doce ao paladar vossa palavra, *
muito mais doce do que o mel na minha boca! R.

111
Vossa palavra é minha herança para sempre, *
porque ela é que me alegra o coração! R.

131
Abro a boca e aspiro largamente, *
pois estou ávido de vossos mandamentos. R.

Aclamação ao Evangelho
Mt 11,29ab

R. Aleluia, Aleluia, Aleluia.
V. Tomai meu jugo sobre vós
e aprendei de mim, que sou
de coração humilde e manso!

EVANGELHO
Não desprezeis nenhum desses pequeninos.

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus 18,1-5.10.12-14

Naquele tempo,
1
os discípulos aproximaram-se de Jesus
e perguntaram:
“Quem é o maior no Reino dos Céus?”
2
Jesus chamou uma criança,
colocou-a no meio deles
3
e disse:
“Em verdade vos digo,
se não vos converterdes,
e não vos tornardes como crianças,
não entrareis no Reino dos Céus.
4
Quem se faz pequeno como esta criança,
esse é o maior no Reino dos Céus.
5
E quem recebe em meu nome uma criança como esta,
é a mim que recebe.
10
Não desprezeis nenhum desses pequeninos,
pois eu vos digo que os seus anjos nos céus
veem sem cessar a face do meu Pai que está nos céus.
12
Que vos parece?
Se um homem tem cem ovelhas,
e uma delas se perde,
não deixa ele as noventa e nove nas montanhas,
para procurar aquela que se perdeu?
13
Em verdade vos digo, se ele a encontrar,
ficará mais feliz com ela,
do que com as noventa e nove
que não se perderam.
14
Do mesmo modo, o Pai que está nos céus
não deseja que se perca nenhum desses pequeninos”.
Palavra da Salvação.

REFLEXÃO

Do Decreto Perfectae caritatis sobre a renovação da vida religiosa, do Concílio Vaticano II

(N. 1.5.6.12 )
(Séc. XX)

A Igreja segue seu único esposo
Desde os primórdios da Igreja, existiram homens e mulheres que pela prática dos conselhos evangélicos se propuseram seguir a Cristo com maior liberdade e imitá-lo mais de perto, levando, cada qual a seu modo, uma vida consagrada a Deus. Muitos dentre eles, movidos pelo Espírito Santo, ou passaram a vida na solidão ou fundaram famílias religiosas, que a Igreja de boa vontade acolheu e aprovou com sua autoridade. Assim surgiu, por desígnio de Deus, uma admirável variedade de comunidades religiosas, que muito contribuiu para que a Igreja não apenas esteja qualificada para toda boa obra (cf. 2Tm 3,17) e preparada para o exercício do seu ministério, para edificar o Corpo de Cristo (cf. Ef 4, 12), mas também, enriquecida com os vários dons de seus filhos, se apresente qual esposa enfeitada para o seu marido (Ap 21,1) e, através dela, se manifeste a multiforme sabedoria de Deus (Ef 3,10).

Em tão grande variedade de dons, todos os que são chamados à prática dos conselhos evangélicos, e os professam com fidelidade, consagram-se de maneira especial ao Senhor, seguindo a Cristo que, sendo virgem e pobre, redimiu e santificou os homens pela obediência até a morte de cruz (cf. Fl 2,8). Movidos assim pela caridade que o Espírito Santo derramou em seus corações, vivem cada vez mais para Cristo e para o seu corpo, isto é, a Igreja (Cl 1,24). Por conseguinte, quanto mais fervorosamente se unem a Cristo, por essa doação de si mesmos que abrange a vida toda, tanto mais se enriquece a vida da Igreja e mais vigorosamente fecundo se torna seu apostolado.

Os membros de cada instituto recordem antes de mais nada que, pela profissão dos conselhos evangélicos, responderam a um chamado divino, de forma que não apenas morrendo para o pecado, mas também renunciando ao mundo, vivam exclusivamente para Deus. Colocaram toda a sua vida ao serviço de Deus, o que constitui uma consagração especial, que está intimamente radicada na consagração do batismo e a exprime mais plenamente.

Os que professam os conselhos evangélicos, acima de tudo, busquem e amem a Deus, que primeiro nos amou; e procurem em todas as circunstâncias cultivar a vida escondida com Cristo em Deus, da qual deriva e recebe estímulo o amor do próximo para a salvação do mundo e a edificação da Igreja. É também esta caridade que anima e dirige a própria prática dos conselhos evangélicos.

A caridade que os religiosos professam por causa do Reino dos Céus (Mt 19,12) deve ser considerada como um precioso dom da graça. Liberta de modo singular o coração do homem para que se inflame mais na caridade para com Deus e para com todos os homens; por isso ela é um sinal peculiar dos bens celestes e um meio eficacíssimo para levar os religiosos a se dedicarem generosamente ao serviço de Deus e às obras de apostolado. Assim, eles dão testemunho, perante todos os fiéis cristãos, daquela admirável união estabelecida por Deus e que há de manifestar-se plenamente na vida futura, pela qual a Igreja tem a Cristo como seu único Esposo.

 

SENHOR, eu vos agradeço por terdes morrido na Cruz pelos meus pecados, meu Jesus, misericórdia.

Servo inútil,
Pe. Fonseca  Kwiriwi, CP